Quinta-feira, 22 de Abril de 2021
O aumento dos assassinatos de líderes indígenas na região levou a Coordenadora das Organizações Indígenas da Bacia Amazónica (COICA) a declarar, na quarta-feira 14 de abril, o estado de emergência dos direitos humanos das defensoras e defensores indígenas da Amazónia em que exigem aos governos dos nove países envolvidos
“a adoção de políticas efetivas de proteção dos direitos humanos” dos povos indígenas e dos seus líderes. [Foto de arquivo © Tomás Sopas Bandeira e Maria Mouzinho]

Dia sim, dia não, é assassinado um ativista índio, afirmam as organizações representativas dos povos da Amazónia que referem terem sido mortos, durante o primeiro trimestre de 2021, 19 líderes, só nas áreas que integram a Colômbia e o Peru. O número de destacados membros dos povos indígenas assassinados nos últimos anos não tem parado de subir em toda a bacia do Amazonas. A COICA estima que tenham sido 135 em 2019 e 202 no ano passado. “O dramático aumento de assassinatos durante a pandemia põe em perigo os ativistas indígenas, as suas comunidades e a maior selva tropical do mundo e a biodiversidade que nós protegemos” declarou na sexta-feira, dia 16 de abril, José Gregorio Díaz Mirabal, coordenador-geral da COICA, ao serviço de informação das Obras Missionárias Pontifícias, de Espanha.

A declaração do estado de emergência divulgada na quarta-feira aponta como razão principal das mortes seletivas de ativistas “o avanço das atividades extrativas por parte de empresas que obtiveram contratos de exploração junto dos diversos Estados” e que “procedem à desflorestação agressiva, desenvolvem atividades relacionadas com o narcotráfico”, impõem “a militarização” de grandes zonas e mantêm “um conflito armado que tem sido diplomaticamente silenciado.”
[7Margens]