Quinta-feira, 28 de Janeiro 2016
A revista comboniana italiana Nigrizia, publicou um artigo, de Marco Simoncelli, sobre uma pesquisa feita pela Amnesty International e Afrewatch, envolvendo as principais marcas de electrónica e de fabricantes de automóveis. No coração do negócio está uma empresa chinesa, a “Congo Dongfang Mining International”. De entre as 16 empresas pesquisadas, só uma admitiu a proveniência do material. As outros responderam que não sabiam. Centenas de mortes por ano. Na República Democrática do Congo, extrai-se quase a metade do cobalto que vem utilizado em todo o mundo. O cobalto trabalhado é vendido a três empresas que produzem as baterias e as pilhas para smartphone e os automóveis na China e na Coreia do Sul. Estas empresas, por sua vez, fornecem as firmas que vendem produtos electrónicos e automobilísticos na Europa e na América.

Todos nós, hoje, utilizamos facilmente telemóveis, tablets, laptops e outros dispositivos electrónicos portáteis. E todos nós, muitas vezes, nos enervamos e maldizemos devido à fraca duração das pilhas recarregáveis ou baterias de lítio, produto que as fazem funcionar.

Poucos de nós, porém, tem a consciência de que o cobalto, mineral graças ao qual se pode produzir essas baterias, obtém-se através de mão de obra mal paga e de tratamentos desumanos tanto de adultos como de crianças nas minas da República Democrática do Congo (RDC).

Neste país africano, extrai-se quase a metade do cobalto que vem utilizado em todo o mundo. O cobalto trabalhado é vendido a três empresas que produzem as baterias e as pilhas para smartphone e os automóveis na China e na Coreia do Sul. Estas empresas, por sua vez, fornecem as firmas que vendem produtos electrónicos e automobilísticos na Europa e na América. [Marco Simoncelli].