O compromisso de construir pontes entre os irmãos e irmãs de outras religiões, de procurar entre eles aliados para evitar qualquer guerra, condenar todas as violências conscientes de que “uma fé sincera em Deus abre-nos ao outro, gera diálogo e trabalha para o bem”. Este é o “futuro” do diálogo inter-religioso e a explicá-lo é o bispo comboniano D. Miguel Ángel Ayuso Guixot [ao centro, na foto], secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.



D. Miguel Ángel Ayuso Guixot,
missionário comboniano,
e secretário do Conselho Pontifício
para o Diálogo Inter-religioso.

 

O diálogo é uma “prioridade”, porque é o caminho melhor para combater a cultura do desperdício e para construir uma paz justa e duradoura, considera D. Miguel Ángel, falando sobre a relação profunda que o Papa tem com os líderes de outras religiões.

“Há uma humanidade ferida que precisa de ser curada. Como podemos colaborar se estamos divididos… O mundo precisa de ver gestos e sinais concretos, por exemplo, de ver os líderes religiosos reunirem-se para curar a humanidade dos males que a afligem”. O caminho do diálogo com as outras religiões tem uma longa história de 50 anos. Desde o diálogo com o mundo de Paulo VI, ao diálogo para a paz de João Paulo II, ao diálogo da caridade na verdade de Bento XVI, até chegarmos hoje – diz D. Ayuso – ao desafio do «diálogo da amizade», anunciado pelo Papa Francisco.