Domingo 14 de Janeiro de 2018
O fenómeno da mobilidade humana “também é objecto de preocupação e interesse para a Igreja e o pessoal eclesiástico não só nas Igrejas de África mas também da Ásia, da América do Sul e dos países da Europa Oriental”, disse o P. Fernando Zolli, missionário comboniano, na sua conferência intitulada “Cooperação entre as Igrejas – descolonização do modelo”, apresentada durante o seminário do Grupo Europeu de Reflexão Teológica (GERT) que se realizou em Setembro de 2017, em Sunningdale (Inglaterra). É necessário passar, sublinha o P. Fernando, de um modelo de cooperação onde predomina a “necessidade” (cobrir as necessidades administrativas e sacramentais) a uma cooperação entre as Igrejas, baseada no acolhimento das comunidades cristãs, na inserção gradual do presbítero no contexto italiano, e em um maior envolvimento e co-responsabilização entre as Conferências Episcopais. Uma cooperação baseada no paradigma da Igreja como ‘Povo de Deus’, para o qual, necessariamente, o estilo de vida e o papel do sacerdote devem mudar, porque “chamado a dar visibilidade não só à dimensão vertical, mas acima de tudo à dimensão eclesiológica, da proximidade e da capacidade de tocar as feridas do irmão, e à dimensão pneumatológica: homem do acolhimento, da escuta, do diálogo, da partilha de vida, do bom samaritano que cura as feridas dos marginalizados, com o óleo e o vinho, e, juntamente com todos os outros ministérios da comunidade, busca soluções”. Em anexo, publicamos o texto em italiano.


Missionários combonianos: P. Fernando Zolli e P. Léonard Ndjadi Ndjate.