O Pão do XXIX Domingo do Tempo Comum (B): Missão é servir

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O Dia Mundial das Missões – instituído em 1926 pelo Papa Pio XI – celebra-se no penúltimo domingo de outubro (dia 21). Esta celebração procura também suscitar em todos os católicos o espírito de comunhão eclesial, favorecendo a apoio aos missionários no seu trabalho evangelizador, seja no anúncio do evangelho além-fronteiras como no desenvolvimento de projectos pastorais e de promoção integral em favor dos mais pobres.

Missão é servir e contagiar de esperança todos os povos

Isaías 53, 10-11; Salmo 32; Hebreus 4, 14-16; Marcos 10, 35-45

Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2018

Reflexões
No Dia Mundial das Missões vem-nos muito a propósito o exemplo de Jesus (Evangelho), que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela redenção de todos» (v. 45). Ele é o maior, e todavia fez-se nosso servo; é o primeiro, e fez-se escravo de todos (v 44). Jesus que lava os pés dos discípulos, a agonia no horto, a Crucifixão… são dados suficientes para nos convencerem desta palavra do Evangelho de hoje. Jesus bebeu até ao fim – e com amor! – o cálice da paixão, e recebeu o batismo da morte e da ressurreição (v. 38). Desse modo, Ele, verdadeiro Servo do Senhor, deu cumprimento à profecia de Isaías (I leitura): ofereceu-se a si mesmo em expiação, carregando as nossas iniquidades, com a certeza de uma descendência numerosa (v. 10-11). Visto que Ele, sumo-sacerdote (II leitura), sabe compadecer-se das nossas fraquezas, todos os povos são convidados a aproximarem-se dele com plena confiança, «para alcançar misericórdia e obter a graça de um auxílio oportuno» (v. 16).

«Beber o cálice – receber o batismo» são expressões que para Jesus indicam um itinerário de morte e de ressurreição, para que todos tenham vida em abundância (Jo 10, 10). A esta Sua obra missionária, Jesus quer associar todos os discípulos: aqueles que são baptizados no Seu nome e aqueles que Ele chama a uma vocação de especial consagração (sacerdotes, religiosas, religiosos, leigos). Desta identificação sacramental com Cristo nasce para todos o dom e o empenho da Missão a favor do anúncio do Evangelho aos povos que ainda não o conhecem.

À pergunta do Mestre: «podeis beber o cálice…?», os discípulos Tiago e João respondem: «podemos» (v. 38). Nesta resposta há uma dose de presunção, mas também generosidade e audácia. Depois do Pentecostes do Espírito, eles terão efectivamente a força de dar tal supremo testemunho. Também hoje, perante as múltiplas exigências do empenho missionário da Igreja no mundo inteiro, é pedido a todos os cristãos para dar respostas concretas e criativas, segundo a condição de cada um. A alguns é pedido um serviço missionário para toda a vida, mesmo em lugares distantes e perigosos; a outros, é pedida própria vida… A todos, o contributo da oração, empenho eclesial e partilharia solidária com os necessitados. (*)

Em sintonia com o Evangelho de hoje, o Papa, na mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2009, recordava a todos que o espírito de serviço é fundamental para um válido e coerente anúncio do Evangelho de Jesus. «Os discípulos espalhados por todo o mundo trabalham, afadigam-se, gemem sob o peso dos sofrimentos e dão a vida. Reafirmam com vigor tudo aquilo que foi dito muitas vezes pelos meus venerados Predecessores: a Igreja não trabalha para estender o seu poder ou afirmar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Nós não queremos senão colocar-nos ao serviço da humanidade, especialmente daquela mais sofredora e marginalizada».

Um exemplo de serviço gratuito até às extremas consequências, é certamente São Damião de Veuster, missionário leproso, canonizado em outubro de 2009, que fez a sua opção de ir para a ilha dos leprosos de Molokai (Ilhas Havai), tornando-se assim o servo sofredor, leproso com os leprosos, durante os últimos quatro anos da sua vida. O mês de outubro oferece-nos numerosos exemplos de santos missionários que deram a sua vida para anunciar o Evangelho. São Daniel Comboni (10 de outubro) escolheu «fazer causa comum» com os povos africanos, gastando-se inteiramente por eles. Os santos mártires canadianos João de Brébeuf e companheiros (19 de outubro) e os dois catequistas ugandeses, os beatos David e Gildo (20 de outubro) enfrentaram o martírio nos caminhos da missão. Outros exemplos de santidade missionária vêm-nos dos novos santos que o Papa Bento XVI canoniza domingo 21 de outubro, no contexto do Dia Mundial das Missões, do Sínodo para a Nova Evangelização, no início do Ano da Fé, dom a acolher, viver, transmitir.

Palavra do Papa

(*) «As Pontifícias Obras Missionárias, para apoiar o anúncio do Evangelho a todos os povos, contribuindo para o crescimento humano e cultural de muitas populações sedentas de Verdade. As orações e as ajudas materiais, que generosamente são dadas e distribuídas através das POMs, ajudam a Santa Sé a garantir que, quantos recebem ajuda para as suas necessidades, possam, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no próprio ambiente. Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é… Queridos jovens, o próximo mês missionário de outubro, em que terá lugar o Sínodo a vós dedicado, será mais uma oportunidade para vos tornardes discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela sua missão até aos últimos confins da terra».
Papa Francisco

Dia Mundial das Missões:
Anunciar o Evangelho, transformar o mundo

O Dia Mundial das Missões – instituído em 1926 pelo Papa Pio XI – celebra-se no penúltimo domingo de outubro (dia 21). Esta celebração procura também suscitar em todos os católicos o espírito de comunhão eclesial, favorecendo a apoio aos missionários no seu trabalho evangelizador, seja no anúncio do evangelho além-fronteiras como no desenvolvimento de projectos pastorais e de promoção integral em favor dos mais pobres.

Este ano, a mensagem do Papa Francisco coloca os jovens como principais protagonistas da missão e das mudanças que, como discípulos missionários, sonhamos no mundo.

Mensagem do Papa Francisco:
Com os jovens, levemos o Evangelho a todos

Na mensagem para o Dia Mundial das Missões, o Papa Francisco recorre a um tom coloquial para recordar aos jovens que são discípulos missionários, chamados por Jesus a comprometer-se na missão de testemunhar o Evangelho até aos confins da Terra.

“Queridos jovens, juntamente convosco desejo reflectir sobre a missão que Jesus nos confiou. Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A missão revigora a fé» (Redemptoris missio, 2): escrevia São João Paulo II, um papa que tanto amava os jovens e a eles muito se dedicou.

O sínodo que celebraremos em Roma no mês de outubro, mês missionário, dá-nos oportunidade de entender melhor, à luz da fé, aquilo que o Senhor Jesus vos quer dizer a vós, jovens, e, através de vós, às comunidades cristãs”.

O Santo Padre refere que “ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente”.

“Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A missão revigora a fé»: escrevia São João Paulo II, um Papa que tanto amava os jovens e, a eles, muito se dedicou”, assinala o Papa.