Papa Francisco: Movimentos populares podem revitalizar democracias

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Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
O Papa Francisco assinou na segunda-feira, 19 de agosto, o prefácio da obra «A afirmação dos Movimentos Populares: a “Rerum Novarum” do nosso tempo», uma antologia de textos de vários autores, organizada pela Comissão Pontifícia para a América Latina. O livro reúne artigos relativos a cinco anos de acompanhamento do trabalho realizado por milhares de associações sociais e cívicas em todo o mundo e o título faz referência à primeira encíclica do moderno pensamento social católico, publicada em Maio de 1891 pelo Papa Leão XIII.

“A globalização da indiferença” tem gerado um “novo ídolo: do medo e da segurança” escreve Francisco. É a “idade da raiva”. Para o Papa, o novo poder de mudança reside nos movimentos populares, “que representam uma fonte de energia moral, para revitalizar nas nossas democracias uma reserva de paixão civil”. E acrescenta que é preciso renovar um sentido de humanidade e justiça, para mitigar as condições hostis em que vivem os mais pobres no mundo. O Papa escreve ainda que é importante a emergência dos três T: terra, tecto e trabalho, inalienáveis e direitos fundamentais, de forma a representar os pré-requisitos de uma democracia.
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