A história da cura de um leproso é o núcleo da mensagem do Evangelho de Marcos (1, 40-45) que escutamos na liturgia da palavra deste domingo. Jesus cura o leproso e integra-o de novo na sociedade que o havia marginalizado por causa da doença. É um dos sinais evidentes de que com Jesus entramos numa nova era, se inaugura o Reino de Deus, o tempo messiânico em que o homem não só é curado no seu corpo, mas também se lhe perspectiva um horizonte possível de renovação total.

A liturgia deste VI Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que Se faz pessoa e que desce ao encontro dos seus filhos, que lhes apresenta propostas de vida nova e que os convida a viver em comunhão com Ele e a integrar a sua família.

É um Deus que não exclui ninguém e que não aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos. Às vezes há pessoas, quase sempre bem intencionadas, que inventam mecanismos de exclusão, de segregação, de sofrimento, em nome de um Deus severo, intolerante, distante, incapaz de compreender os limites e as suas fragilidades. Trata-se de um atentado contra Deus.

Somos convidados a descobrir, a amar, a testemunhar no mundo,  o Deus de Jesus Cristo – isto é, esse Deus que vem ao encontro de cada homem e cada mulher, que Se compadece do seu sofrimento, que lhe estende a mão com ternura, que o purifica, que lhe oferece uma nova vida e que o integra na comunidade do “Reino”, nessa família onde todos têm lugar e onde todos são filhos amados de Deus.

Oração

“Senhor, Tu és a nossa esperança, em Ti pomos a nossa confiança, bendito sejas. O teu Espírito é como a água que torna verdejante a erva e faz crescer a árvore, ele nos irriga com a tua vida e nos faz produzir os frutos que Tu esperas. 
Nós Te confiamos os nossos irmãos e irmãs cuja fé secou. Não permitas que os nossos corações se afastem de Ti”. 

“Deus de vida, nós proclamamos que Jesus Cristo, teu Filho, ressuscitou de entre os mortos, para ser entre os mortos o primeiro ressuscitado; nós Te damos graças pela firme esperança que nos dás, de ressuscitar contigo. 
Nós Te confiamos todos os nossos irmãos que duvidam da vida e ignoram ainda a luz da ressurreição em Jesus”. 

“Pai dos pobres, Deus de misericórdia, bendito sejas pela esperança que revelas aos pobres, aos pequenos e a todos os feridos da vida, aqueles que a sociedade despreza e negligencia. Tu ofereces-lhes a felicidade do teu Reino. 
Tantos companheiros à nossa volta andam à procura da felicidade e não sabemos como os ajudar. Ilumina-os com o teu Espírito”.
Ámen.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS: 17 de fevereiro 
No próximo dia 17 de fevereiro iniciamos um tempo de qualidade para a fé que se chama Quaresma e que nos conduz à Páscoa. Um tempo para aumentar a qualidade de vida, para reencontrar o equilíbrio, o entusiasmo e a energia para superar estes dias exigentes de pandemia. Deus, teu Pai, está contigo. Ele ampara-te no teu caminho.