NOTICIÁRIO MENSAL DOS MISSIONÁRIOS COMBONIANOS DO CORAÇÃO DE JESUS

DIRECÇÃO GERAL

Profissões perpétuas

Sc. Nteyamba Ilundu Étienne /CN)

Madrid

05-09-2026

Sc. Saúl Arnaldo Bazo (MO)

Madrid

05-09-2026

Sc. Asmare Gawo Gebre (ET)

Qillenso/ET

18-09-2026

Sc. Biruk Girma Ababa Haileyesus (ET)

Qillenso/ET

18-09-2026

Ordenações

Fidélio Artu (MO/SS)

Carapira

23-05-2026

Jorge Carlos Joaquim Máquina (MO/RCA)

Mwanza

30-05-2026

Gama Felix Blressings (MZ/EGSD)

Blantyre

22-08-2026

Saídas definitivas do Instituto – 2026

P. Kabuayi Tshibi Charles

13/01/2026

PE

Fr. Kasusi Apele Antoine

13/02/2026

CN

Sc. Martínez Cervantes Eusebio

24/03/2026

M

Sc. Aguehunde Marc Aurel Mindessè

24/03/2026

TGB

Sc. Agbokabulo Bayaa Jacques

24/03/2026

CN

Sc. Amade Queliso

30/04/2026

MO

Fr. Umir James Ukongo Jenesio

01/05/2026

SS

Esc. Millan Moses Juma

30/04/2026

KE

Sc. Zindikirani Cornelius Jelenimo

13/05/2026

MZ

P. Bonandi Arturo

24/05/2026

I

Sc. Kambale Musumba Oscar

23/06/2026

CN

Sc. Adriano Agostino Lapuia

26/06/2026

MO

Fr. Ruch Siegfried

28/07/2026

DSP

Fr. Rodriguez Fayad Jorge Arturo

11/08/2026

M

Esta tabela apresenta os nomes dos confrades professos que abandonaram definitivamente o Instituto desde o início de 2026 até hoje. A partir de agora, cada número da «Familia Comboniana» irá relatar eventuais saídas definitivas do Instituto.

Obra do Redentor

Outubro 01 – 07 RCA 08 – 15 TCH 16 – 31 RSA

Novembro 01 – 15 SS 16 – 30 T

Intenções de oração

Outubro – Para que todos os membros da Família Comboniana, sustentados pelo Espírito Santo e inspirados por São Daniel Comboni, anunciem o Evangelho com alegria e sejam sinais de luz, esperança e ternura entre os povos para onde são enviados. Oremos.

Novembro – Neste mês em que se celebra a X Jornada Mundial dos Pobres, rezemos para que aqueles que detêm responsabilidades nas nações façam justiça aos pobres e os ajudem a reencontrar a dignidade e a esperança. Rezemos.

Calendário litúrgico comboniano

OUTUBRO

1

Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e
 doutora da Igreja, Padroeira das missões

festa

10

São Daniel Comboni, bispo, fundador da Família Comboniana

solenidade

20

Beatos Davide Okelo e Gildo Irwa, mártires

Memória
 facultativa

NOVEMBRO

1

Comemoração dos irmãos,

familiares e benfeitores falecidos

data a determinar anualmente

Data comemorativas significativas

OUTUBRO

12

Nossa Senhora Aparecida

Brasil

16

Santa Margarida Maria Alacoque, virgem

em todo o lado

19

Santos João de Brébeuf e Isaac Jogues,

sacerdotes e companheiros, mártires

NAP (Estados Unidos e Canadá)

NOVEMBRO

21

Nossa Senhora do Quinche

Equador

Publicações

Tonino Falaguasta Nyabenda, A Bíblia: uma palavra para nós. Breve introdução à Bíblia, Missionários Combonianos, Verona, Julho de 2026, 4.ªedição, pp. 80 – Este livreto é um instrumento útil para conhecer a Sagrada Escritura. «Todo o cristão — escreve no prefácio o padre Salvatore Marrone, superior da Casa-Mãe em Verona — deve iniciar-se na leitura e na meditação da Bíblia. É apenas nesta “Biblioteca” que podemos encontrar Cristo e descobrir o caminho da salvação e da felicidade».

Tonino Falaguasta Nyabenda, Missionários Combonianos de Verona / 2, Verona, Março de 2026, pp. 112. Neste livreto, o padre Tonino apresenta a lista dos 37 missionários combonianos de Verona vivos a 1 de janeiro de 2026 (com o local de nascimento, a residência atual e o país onde ainda se encontram a exercer a missão) e uma breve nota necrológica sobre 161 missionários combonianos de Verona já falecidos. Por que razão os recordar? «Porque brilharam pelo que foram e pelo que realizaram na sua vida missionária, encarnando o carisma do nosso Santo Fundador».

CÚRIA

16 bispos combonianos em Roma para o encontro bienal

A 16 de Setembro, dezasseis dos 23 bispos combonianos que exercem o ministério episcopal em África e na América Latina reuniram-se em Roma, na Casa Geral, para uma semana de formação, oração e partilha. Estavam presentes D. Juan José Aguirre Muñoz, D. António Manuel Bogaio Constantino, D. Christian Carlassare, D. Victor-Hugo Castillo Matarrita, D. Dominic Eibu, D. Giuseppe Filippi, D. Giuseppe Franzelli, D. Damiano Giulio Guzzetti, D. Claudio Lurati, D. Matthew Remijio Adam Gbitiku, D. Menghesteab Tesfamariam, D. Léonard Ndjadi Ndjate, D. Odelir José Magri, D. Guerrino Perin, D. Jesús Ruiz Molina e D. Raphael P’Mony Wokorach.

D. Claudio Lurati, vigário apostólico de Alexandria do Egipto e coordenador da União dos Bispos Combonianos, explicou que o encontro «consistirá numa semana dedicada à partilha de experiências no ministério episcopal, mas será também uma ocasião para se actualizarem sobre o percurso dos Institutos combonianos e da Igreja».

A dar as boas-vindas aos participantes, em nome do Conselho Geral, esteve o padre Elias Sindjalim Essognimam, assistente geral. «A vossa presença entre nós é motivo de grande gratidão — sublinhou ele — e recorda-nos que, para além do serviço específico que a Igreja vos confiou, permanecem vivos e profundos o vosso vínculo com o Instituto e a comunhão que partilhamos. Vocês são, de facto, um dos rostos do nosso carisma comboniano comum». Seguiu-se uma reflexão sobre a missão e o ministério dos «bispos combonianos», à luz das encíclicas Dilexit nos e Dilexi te, conduzida pelo padre David Glenday.

Às 12h00 foi celebrada a Eucaristia, presidida por D. Menghesteab Tesfamariam, arcebispo de Asmara, na Eritreia, que precisamente nesse dia celebrava o 25.º aniversário da sua ordenação episcopal.

Ao longo da semana, os bispos reuniram-se com alguns representantes dos Institutos Combonianos e viveram momentos de espiritualidade episcopal e comboniana, tendo tido oportunidades de aprofundamento sobre temas relacionados com o seu ministério.

Foram duas as principais contribuições oferecidas por especialistas externos. Na manhã de 17 de setembro, D. Krzysztof Józef Nykiel, da Penitenciária Apostólica, apresentou o papel dos bispos em relação aos sacerdotes, com especial referência aos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, debruçando-se depois sobre alguns aspetos pastorais, espirituais e canónicos.

Na manhã de 18 de Setembro, o padre Giuseppe Crea abordou o tema do stress e do esgotamento no serviço episcopal, sublinhando a importância da escuta activa no diálogo com os sacerdotes e do «cuidar de si» como dimensões necessárias de uma liderança saudável.

O programa incluiu também algumas visitas e momentos de peregrinação. Os bispos deslocaram-se à Basílica de Santa Maria em Trastevere, onde se encontraram com a Comunidade de Sant’Egidio, e realizaram depois uma peregrinação pelos locais franciscanos do Vale Santo de Rieti, com visitas aos conventos de Greccio, Fonte Colombo e ao Santuário da Floresta. O programa terminou com a visita à Catedral de Rieti e o encontro com o bispo da diocese.

No final do encontro, antes de regressarem às respectivas sedes (a partir de terça-feira, 22 de Setembro), os bispos reconfirmaram D. Claudio Lurati como coordenador da União dos Bispos Combonianos.

BRASIL

Assembleia Provincial e inauguração do Ano Jubilar

Cerca de cinquenta missionários reuniram-se de 8 a 11 de Setembro na sede provincial de São Paulo para a assembleia provincial extraordinária. A assembleia teve dois objectivos principais: reflectir sobre a missão comboniana no contexto actual e sobre a reconfiguração e fusão das circunscrições combonianas, e inaugurar oficialmente o Ano Jubilar Comboniano, que prevê duas comemorações: os 75 anos de presença comboniana no Brasil e os 160 anos da fundação do Instituto.

Estiveram presentes quase todos os membros das 14 comunidades da província do Brasil, o superior geral, padre Luigi Codianni, o vigário-geral, padre David Domingues, e os superiores maiores das circunscrições do Peru, Equador e Colômbia.

► «Ir mais além» na missão – O superior provincial, padre Raimundo Rocha, deu início aos trabalhos apresentando os objectivos da assembleia, sublinhando a importância de fazer memória da presença comboniana no Brasil e, ao mesmo tempo, de olhar para o futuro através dos desafios do presente. «Queremos recordar a nossa presença missionária e reflectir sobre a missão hoje, com o objectivo de tornar a nossa presença e a nossa acção missionária mais significativas e coerentes com a Regra de Vida, garantir um serviço missionário mais qualificado e aprofundar a reflexão sobre o processo de unificação das circunscrições».

Ao longo dos quatro dias, os participantes reflectiram sobre o tema «A missão comboniana hoje e o apelo a ir mais além», inspirando-se no convite de Jesus: «Lança as redes ao mar» (Lucas 5,4). O programa alternou momentos de oração, partilha, reflexão e debate, procurando promover uma leitura comum dos desafios da missão comboniana e das novas exigências impostas às comunidades e aos missionários. Um dos temas centrais da assembleia foi o processo de unificação da província do Brasil com as circunscrições do Peru, do Equador e da Colômbia.

►75 anos de presença – A 9 de Setembro, memória litúrgica de São Pedro Claver, padroeiro do Instituto, a assembleia inaugurou também o Ano Jubilar Comboniano com uma Eucaristia celebrada no Santuário de Santa Cruz da Reconciliação, no bairro de Caxingui, em São Paulo, presidida pelo padre Raimundo, com a presença de membros da comunidade do Santuário, algumas missionárias combonianas, escolares e representantes da paróquia de São Sebastião de Sapopemba. O Ano Jubilar decorrerá de 10 de Outubro de 2026 a 10 de Outubro de 2027: 12 meses durante os quais se celebrarão os 75 anos de presença comboniana no Brasil, iniciada em 1952 com a chegada do primeiro grupo de combonianos a Vitória, e os 160 anos da fundação do Instituto dos Missionários Combonianos em Verona, a 1 de junho de 1867, por iniciativa de Daniele Comboni. (Padre Raimundo Rocha, mccj)

Rumo à nova Província da América do Sul

O projecto de unificação das circunscrições combonianas do Brasil, Colômbia, Equador e Peru vai tomando forma. De 16 a 19 de setembro, a comissão encarregada de acompanhar este processo reuniu-se na sede provincial de São Paulo.

Fazem parte da comissão os padres Raimundo Rocha e Mossi Kuami, pelo Brasil; o padre Jorge Benavides e o irmão Abel Godfrey, pela Colômbia; os padres Nelson Mitchell e Edison Lopez, pelo Peru; e os padres Juan Rodríguez e Alcides Costa, pelo Equador. Participaram também no encontro o superior geral, padre Luigi Codianni, e o vigário-geral, padre David Domingues, em visita à Província do Brasil.

A reunião insere-se no percurso de reflexão e discernimento iniciado pelo Instituto com vista à reconfiguração das presenças combonianas na América do Sul. Após ter recolhido contributos e propostas provenientes das diversas realidades locais, a comissão elaborou um primeiro esboço do futuro Directório Provincial. O documento, que será apresentado ao Conselho Geral em Janeiro de 2027, pretende delinear a imagem da nova Província, destacando a sua identidade missionária e o significado da presença comboniana no continente. Entre os elementos tidos em consideração figuram as prioridades missionárias, os âmbitos de actividade, os serviços e outros aspectos fundamentais da futura organização provincial. O trabalho da comissão representa, portanto, mais um passo no caminho rumo a uma nova configuração da presença comboniana na América do Sul, fruto do diálogo e da contribuição das diversas circunscrições. (Padre Raimundo Rocha, mccj)

Padre Alfonso Cigarini – Um século de vida e 70 anos de vida religiosa

A 9 de Setembro, o padre Alfonso celebrou o 70.º aniversário dos seus votos perpétuos. Tem, na verdade, 100 anos, tendo nascido a 7 de janeiro de 2026. Foi ordenado sacerdote a 15 de junho de 1957.

Logo após a ordenação, o padre Alfonso trabalhou em Moçambique, de 1957 a 1962. De 1963 a 1976, viveu em Portugal. Após dois anos passados em Itália, em 1978 foi destacado para o Brasil, onde ainda hoje vive, hóspede da «Casa Comboni» para missionários idosos e doentes, em São José do Rio Preto, na diocese de São José do Rio Preto, no sudeste do Brasil.

Por ocasião do seu 100.º aniversário, afirmou: «O que me motiva é a presença de Jesus, que nos convida a ter esperança num novo céu e numa nova terra. O que deixo às muitas pessoas que encontrei e amei é o convite a viver uma vida agradável, procurando ser bons exemplos, amando o próximo e mantendo a esperança num futuro melhor». O nosso respeito, padre Alfonso! (padre Raimundo Rocha, mccj)

ERITREIA

Visita do padre Austine Radol Odjambo

Os combonianos que trabalham na Eritreia estão muito gratos ao Conselho Geral por nos ter enviado, em visita oficial, o padre Austine, assistente geral. A sua visita, de 3 a 10 de Setembro, foi motivo de profunda alegria e de grande encorajamento para todos nós que prestamos serviço nas quatro comunidades presentes neste país.

As visitas dos membros do Conselho Geral à Eritreia não são frequentes, sobretudo devido às dificuldades em obter vistos de entrada junto do governo. Graças à sua experiência anterior de alguns anos na Eritreia e ao facto de ser cidadão queniano, o padre Austine conseguiu obter uma autorização de permanência de três meses.

Durante a sua estadia, o padre Austine animou uma breve reunião com os confrades e teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com cada um deles, tendo conseguido visitar três das quatro comunidades: a sede provincial e o postulado (Asmara), o seminário menor (Decamere) e o escolasticado (Asmara). Os membros da comunidade não visitada, que prestam serviço nas paróquias de Delle e Hykota, deslocaram-se a Asmara para se encontrarem com ele. Os confrades ficaram particularmente impressionados com o facto de, apesar de ter deixado a Eritreia há muitos anos, ele não ter esquecido de todo o tigrino.

O padre Austine encontrou-se também com o arcebispo de Asmara, D. Menghesteab Tesfamariam, que o convidou para jantar. Celebrou ainda a Eucaristia na sede provincial das irmãs combonianas e visitou outras irmãs idosas. Esperamos que agora ele partilhe com o Conselho Geral o que viu e sentiu durante a sua visita e que recorde a todo o Instituto o nosso profundo sentimento de isolamento, convidando todos os confrades a rezarem por nós. (Padre Gaim Haileselassie, mccj)

ESPANHA

Dois filhos de África reacendem a esperança vocacional na província

A 5 de Setembro, na capela da sede provincial dos combonianos em Madrid, o congolês Nteyamba Ilundu Étienne e o moçambicano Saúl Arnaldo Bazo emitiram os votos perpétuos na presença do padre Miguel Ángel Llamazares, superior provincial, em representação do superior geral, padre Luigi Fernando Codianni.

Uma semana depois, a 12 de setembro, na paróquia comboniana da Virgem de las Mercedes, em Granada, os dois neo-professos foram ordenados diáconos. A celebração reuniu familiares e amigos dos ordenandos, paroquianos, membros da Família Comboniana, professores e estudantes da Universidade Loyola de Granada.

A solene Eucaristia foi presidida pelo arcebispo de Granada, D. José María Gil Tamayo, concelebrada por cerca de vinte sacerdotes e acompanhada pelo serviço de um diácono. Os escolásticos combonianos animaram a liturgia.

Em representação das famílias dos dois ordenandos, estiveram presentes o pai de Saúl, Ribeiro José Bazo, e a madrinha, Lucrecia Venancio Mateus, vindos de Moçambique, bem como o tio e o primo de Étienne, Hubert Lwaramanga e Benjamín Kwepanga, respetivamente da Bélgica e da Itália.

Na homilia, D. José María manifestou a sua gratidão pela presença e pelo trabalho dos missionários combonianos em Espanha, conhecidos sobretudo pelo seu empenho na animação missionária, nomeadamente através da revista «Mundo Negro». Dirigindo-se aos dois ordenandos, recordou que aquilo que estavam a empreender «não é uma carreira, mas um serviço», tal como sugere a própria palavra diácono, ou seja, servo. Exortou-os, portanto, a serem «servos da Palavra».

Durante o rito da ordenação, o arcebispo entregou a cada um o Evangelho, pronunciando as palavras previstas pelo rito: «Recebe o Evangelho de Cristo, do qual te tornaste o anunciador: acredita sempre no que proclamas, ensina o que aprendeste na fé, vive o que ensinas».

No final da celebração, o padre Miguel Ángel, depois de agradecer a D. José María e a todos os presentes, recordou a história da comunidade formativa de Granada, reconhecida desde 2023 como escolasticado internacional. Trata-se de um passo significativo para a província comboniana de Espanha. A profissão perpétua e a ordenação diaconal estavam, de facto, ausentes há muitos anos do seu calendário de celebrações: para encontrar a profissão perpétua anterior, é preciso recuar 15 anos, enquanto, para a ordenação diaconal anterior, é necessário recuar mais de 20 anos.

Não é um pormenor secundário que sejam dois jovens missionários africanos a reabrir esta página da história comboniana em Espanha. Étienne e Saúl chegaram a Espanha em 2021 e, após um ano dedicado à aprendizagem do espanhol, iniciaram os estudos de teologia na Universidade Loyola de Granada. Concluídos os estudos, optaram por permanecer em Espanha para o seu primeiro serviço missionário: Étienne em Barcelona e Saúl em Madrid. A sua presença, ainda que breve, reflecte também o carácter cada vez mais internacional da missão comboniana. (Padre Boniface Gbama, mccj)

ETIÓPIA

D. Tesfaye tomou posse como novo arcebispo de Adis Abeba

No domingo, 6 de Setembro de 2026, D. Tesfaye Tadesse Gebresilasie, nomeado arcebispo de Adis Abeba no passado dia 12 de Junho, tomou posse como novo chefe da arquidiocese católica de Adis Abeba, na Etiópia, durante uma comovente celebração litúrgica que durou mais de quatro horas.

O evento representou um momento histórico para a Igreja Católica na Etiópia e para a arquidiocese de Adis Abeba. Após quase 27 anos de liderança pastoral, o cardeal Berhaneyesus Demerew Souraphiel entregou o ministério pastoral da arquidiocese ao novo arcebispo Tesfaye. Na celebração eucarística de tomada de posse estiveram presentes o arcebispo Brian Udaigwe, núncio apostólico na Etiópia e no Djibuti, numerosos bispos etíopes, sacerdotes, irmãos e irmãs religiosos que trabalham em Adis Abeba e noutras partes do país, bem como membros da família comboniana, entre os quais o irmão Alberto Lamana, assistente geral. Estiveram igualmente presentes o responsável da Igreja Ortodoxa de Adis Abeba, um representante da «L’Œuvre d’Orient», benfeitores, familiares e amigos de Mons. Tesfaye. A passagem do ministério pastoral teve como tema o seguinte lema: «Olhando para trás com gratidão, caminhando para a frente com esperança».

►Celebração solene segundo o rito católico etíope – A primeira parte da Eucaristia, celebrada segundo o rito católico etíope, foi presidida pelo cardeal Berhaneyesus até à proclamação do Evangelho.

A homilia foi proferida pelo núncio apostólico, que começou por dizer: «Tenho poucos conselhos a dar ao novo arcebispo, tendo em conta a sua já significativa experiência episcopal» (D. Tesfaye é bispo desde Fevereiro de 2025, nota do editor). No entanto, convidou-o a manter o olhar fixo em Jesus Cristo, o Bom Pastor e modelo de todos os pastores, recordando que Jesus não veio libertar o seu povo através da força das armas, como muitos israelitas esperavam, mas através do amor e, em última análise, através da Cruz, dando assim o exemplo de como guiar e servir o povo.

Mons. Udaigwe prosseguiu: «Um pastor é chamado a caminhar à frente do rebanho para indicar o caminho, no meio do rebanho para o manter unido, atrás do rebanho para que ninguém fique para trás… Duc in altum (“lança as redes”) sem medo».

Depois de ter exortado os fiéis e o clero a colaborarem estreitamente com o seu novo arcebispo, o núncio agradeceu à família comboniana por ter doado um dos seus membros à Igreja para um serviço tão, nobre e importante. Após a homilia, a liturgia foi presidida pelo novo arcebispo.

►Um convite à renovação e à esperança – Na mensagem oficial de gratidão e boas-vindas, a cúria da arquidiocese de Adis Abeba convidou os fiéis a considerarem a tomada de posse não como uma simples cerimónia, mas como uma oportunidade de renovação espiritual: «Que esta tomada de posse e a transição do ministério pastoral sejam verdadeiramente uma renovação do nosso compromisso baptismal, um momento em que cada católico se questione: “O que é que Cristo me pede hoje? Para onde me está a enviar? A quem sou chamado a servir?” […] Que a Igreja Católica na Etiópia possa continuar o seu serviço com confiança: grata pelo passado, atenta ao presente e corajosa ao enfrentar o futuro».

A celebração foi seguida de um almoço fraterno, que terminou com momentos de animação e espectáculos culturais apresentados por vários grupos religiosos e outros participantes. Foram também oferecidos presentes ao novo arcebispo como sinal de acolhimento e de apoio à sua nova missão pastoral. (Padre Hippolyte Awoumessi Apedovi, mccj)

Votos perpétuos e diaconato

Os escolásticos Asmare Gawo Gebre e Biruk Girma Ababa Haileyesus emitiram os seus votos perpétuos a 18 de Setembro, nas mãos do padre Asfaha Yohannes, superior provincial, em nome do superior geral. Na celebração, realizada na missão de Qillenso, na diocese de Hawassa, no sul da Etiópia, estiveram presentes alguns combonianos, duas religiosas (uma das quais é irmã de Asmare) e um grupo de fiéis.

No domingo, 20 de Setembro, na igreja de São Daniel Comboni, em Adola, Asmare e Biruk foram ordenados diáconos pelas mãos de D. Merhakristos Gobezayehu Getachew Yilma, vigário apostólico de Hawassa. Na homilia, o bispo recordou aos candidatos que foram escolhidos para este ministério não por serem os melhores, mas porque «foram chamados pela misericórdia de Deus para o seu serviço».

No final da cerimónia, o padre Asfaha felicitou os recém-ordenados e a numerosa assembleia reunida para esta importante ocasião. Aos dois diáconos, disse: «Chegaram a esta etapa graças à graça de Deus. Encorajo-vos a continuar a testemunhar o Evangelho com a vossa vida e o vosso novo ministério». A celebração terminou com um almoço partilhado na Biblioteca Pública «São Daniele Comboni».

Asmare continuará o seu ministério em Haro Wato, enquanto Biruk permanecerá em Qillenso. (Padre Habtamu Masresha, mccj)

ITÁLIA

Padre Marco Innocenti – 25 anos de sacerdócio entre os Gumuz

No dia 19 de Setembro, a comunidade de Montebonello reuniu-se na igreja paroquial, juntamente com cerca de vinte sacerdotes locais e alguns combonianos da comunidade de Florença e de outras comunidades em Itália. Estavam presentes também sacerdotes da Etiópia e de outras partes de África, todos reunidos em torno do padre Marco Innocenti para celebrar o seu 25.º aniversário de ordenação sacerdotal. A celebração eucarística, animada pelo coro paroquial e por alguns Leigos Missionários Combonianos da Toscana, foi o momento culminante para agradecer a Deus pelas maravilhas que Ele realizou através do serviço missionário do padre Marco junto do grupo étnico dos Gumuz durante 23 anos.

O padre Marco iniciou a Eucaristia agradecendo aos presentes, em particular aos seus pais, que tiveram alguma dificuldade em deixar partir o seu único filho, mas que se mantiveram convictos de que, na lógica de Deus, é dando que se recebe. Um sincero agradecimento foi também dirigido aos numerosos benfeitores e apoiantes da sua obra missionária.

O padre Marco quis associar ao seu jubileu o do padre Renzo Salvatici, seu antigo pároco, que celebrou o 65.º aniversário de sacerdócio. Uma escolha rica de significado, para destacar a comunhão presbiteral e o serviço sinodal e missionário prestado ao povo de Deus por parte de todos os ministros. Ele disse: «Que esta Eucaristia seja uma ação de graças a Deus pelos benefícios que me concedeu ao chamar-me para ser sacerdote e missionário, e pelo que quis fazer chegar, através de mim, a vós, ao povo Gumuz, a quem sempre procurei servir da melhor forma nestes 25 anos», afirmou. No final da Eucaristia, foram lidas numerosas mensagens de felicitações, enviadas da Etiópia, por alguns bispos, pelo superior geral e por alguns dos presentes.

Após a missa, os muitos convidados continuaram a celebração com um ágape fraterno, preparado por uma comissão ad hoc da paróquia. Não faltaram os fogos de artifício! Realizou-se também uma angariação de fundos para a construção de uma escola destinada às crianças mais pobres entre os pobres do povo Gumuz. (Padre Fernando Zolli, mccj)

Brescia celebra a memória profética de D. Franco Masserdotti

Vítima de um trágico acidente rodoviário a 17 de Setembro de 2006 — foi atropelado num domingo à tarde enquanto ia de bicicleta numa estrada de Balsas, sede da sua diocese — D. Franco Masserdotti foi homenageado em Brescia, vinte anos após a sua morte, com três eventos.

O primeiro foi a Eucaristia celebrada a 17 de Setembro de 2026 em Concesio (Brescia), presidida pelo padre Mario Andrighetto, com a homilia do padre Severino Perini, ambos missionários no Brasil.

O segundo evento, na quinta-feira, 18 de Setembro, foi o colóquio organizado na sede do jornal «Il Giornale di Brescia», sobre o tema «Memória profética – A actualidade de Dom Franco Masserdotti». O jornalista Francesco Alberti conversou com o padre Dario Bossi e, à distância, com o padre Mansueto Dal Maso, ambos com uma longa experiência no Brasil e um profundo conhecimento de D. Masserdotti.

O bispo foi apresentado como uma pessoa brilhante, simpática e inteligente, apoiada por uma sólida formação teológica e sociológica. Missionário no Brasil, dinâmico e criativo, foi membro do conselho geral dos missionários combonianos, formador no escolasticado comboniano de São Paulo e, por fim, bispo de Balsas.

Do simples padre Franco, tornou-se um missionário que viveu no seio de um povo empobrecido pela injustiça e que, mesmo como bispo, continuou a viver a opção preferencial pelos pobres, própria da Igreja latino-americana, com grande paixão e arriscando a própria vida.

O seu foi um estilo de presença à frente, no meio e atrás do povo, numa relação simples, empática e corajosa. Parece quase que Mons. Franco antecipou algumas expressões que se tornaram depois próprias do Papa Francisco, como «Igreja em saída», «sentir o cheiro das ovelhas» e «Igreja, hospital de campanha».

O terceiro encontro teve lugar no domingo, 20 de setembro, na sua paróquia de origem, em Fiumicello (Brescia), onde foi celebrada uma missa presidida pelo padre Dario Bossi, na presença de cerca de quinze confrades combonianos.

Na homilia, o padre Dario destacou o trabalho realizado por Mons. Franco para a concretização do Reino de Deus, que ele gostava de definir como «crescimento do ser humano». Com uma imagem simples, descreveu a sua forma de agir: «A um homem empobrecido, que está na margem de um rio, dás-lhe um peixe para o ajudar, mas também o motivas, dando-lhe uma cana de pesca, e, juntamente com ele, tentas limpar o rio de tudo o que o polui».

Perto do final da missa, a sobrinha Federica, numa breve intervenção, delineou bem a personalidade do tio: «O Dom Franco era uma pessoa direta, que falava ao coração e deixava uma bela sensação em quem o ouvia. Com uma espiritualidade profunda, carismático, mas simples, possuía uma extraordinária capacidade de tecer relações. Tinha um coração grande, um espírito jovem e sentido de humor. A sua vida foi totalmente dedicada ao serviço dos mais desfavorecidos, ao diálogo e à busca da justiça».

Após a missa, realizou-se na sala paroquial um encontro durante o qual o padre Giovanni Munari, antigo missionário comboniano no Brasil, falou de forma bela e apaixonada sobre a figura de D. Franco perante um público numeroso. Foi também significativa a presença de um grupo de amigos do Trentino que sempre colaboraram com D. Franco e que ainda hoje se empenham em apoiar a missão no Brasil.

O padre Munari apresentou a figura do «padre» e do «mons.» Franco Masserdotti através de quatro momentos significativos da sua missão: o período de formação; o primeiro período da missão no Brasil; o segundo período da missão no Brasil; o bispo Franco.

O Padre Franco viveu a sua formação teológica num momento único na vida da Igreja: o da conclusão do Concílio Vaticano II. Posteriormente, frequentou a Faculdade de Sociologia em Trento, em pleno fervor dos movimentos estudantis que exigiam uma participação mais activa na vida da sociedade, inclusive nos domínios do estudo e da política. Viveu assim o fervor de uma Igreja que queria mudar e colocar-se ao serviço do mundo, num ambiente universitário marcado por uma forte contestação. Entre os seus colegas de estudos contavam-se também pessoas que viriam a ser alguns dos fundadores das Brigadas Vermelhas.

No início da sua missão no Brasil, partilhou a visão da Igreja conciliar, assumida pelos bispos da América Latina e relançada pelo Pacto das Catacumbas (assinado a 16 de novembro de 1965) e pela Conferência Eclesial de Medellín (1968). Foi um momento emocionante e cheio de esperança, em que eram acolhidas as orientações indicadas pelos bispos latino-americanos: a opção preferencial pelos pobres, as comunidades eclesiais de base e a valorização dos ministérios eclesiais.

No segundo período da missão no Brasil, o padre Franco deparou-se, pelo contrário, com um ambiente profundamente alterado. A Igreja parecia mais firme, depois de algumas das escolhas dos bispos latino-americanos terem sido consideradas «suspeitas» pelo Vaticano. Através de intervenções específicas, muitas iniciativas foram progressivamente suspensas e grande parte da reflexão amadurecida nos anos anteriores foi relativizada; também a Teologia da Libertação estava a entrar numa fase de declínio.

O padre Franco, que sempre desejara manter a comunhão com a Igreja, viu-se assim dividido, em termos de obediência, entre duas visões da Igreja muito diferentes entre si.

Foi primeiro nomeado coadjutor de D. Carlesi e, posteriormente, bispo de Balsas. Para além da actividade na diocese, vivida com um estilo de proximidade ao povo, foi-lhe também confiada a tarefa de ser o bispo de referência para a pastoral entre os indígenas, com os quais soube identificar-se profundamente.

Basta recordar um único episódio relacionado com este empenho. Por ocasião da Marcha de 2000, organizada para comemorar os 500 anos da evangelização do Brasil, a comunidade indígena decidiu não participar na manifestação oficial e reuniu-se separadamente, num local não muito distante da grande concentração. Dom Franco estava com eles.

A certa altura, o grupo de indígenas foi interceptado pelas forças da ordem, que procederam a algumas detenções. Entre os detidos encontrava-se também Mons. Franco. Um oficial reconheceu-o e decidiu libertá-lo, mas ele recusou, dizendo: «Este é o meu povo. Fico com eles». Por fim, após seis longas horas, todos foram libertados.

A intervenção do padre Munari foi muito apreciada e calorosamente aplaudida. Naquele aplauso, quis-se, ao mesmo tempo, recordar e quase aclamar D. Franco Masserdotti e acolher, ainda hoje, a sua mensagem de vida. (Padre Gaetano Montresor, mccj)

MÉXICO

50 anos do Centro de Animação Missionária da Cidade do México

A 21 de Setembro de 2026, o Centro de Animação Missionária (CAM) dos missionários combonianos, no bairro de Tabacalera, na Cidade do México, celebrou o seu 50.º aniversário. No CAM são preparadas e divulgadas as revistas «Esquila Misional» e «Aguiluchos», além de livros, brochuras e outro material destinado à animação missionária.

O Centro foi inaugurado a 21 de setembro de 1976, durante uma cerimónia simples presidida pelo então superior geral, padre Tarcisio Agostoni. Participaram na celebração também o embaixador da Itália no México, Raffaele Marras, numerosos sacerdotes, as zeladoras combonianas, benfeitores e amigos.

Ao longo da sua história, o CAM passou também por momentos difíceis. O edifício sofreu graves danos durante o terramoto que atingiu a Cidade do México em 1985, tornando necessárias importantes obras de consolidação. O Centro, no entanto, continuou a sua actividade e ainda hoje representa um dos principais instrumentos de animação missionária dos combonianos no México.

Ao longo destes cinquenta anos, numerosos sacerdotes e irmãos combonianos prestaram serviço no CAM, ocupando-se da redacção e publicação das revistas, da administração e das relações com os benfeitores. Ao lado deles, muitos colaboradores contribuíram com o seu trabalho para manter vivo este importante serviço à missão. O Centro foi também palco de numerosas iniciativas de animação, formação e sensibilização missionária, promovendo o conhecimento da missão e apoiando a difusão do espírito missionário por todo o México.

Para celebrar este importante aniversário, a comunidade do CAM e os colaboradores participaram numa missa de acção de graças, agradecendo a Deus por estes cinquenta anos de serviço à causa missionária. A celebração foi presidida pelo padre Rafael González Ponce, que testemunhou os primórdios do Centro e que também viveu em primeira mão os dias dramáticos do terramoto de 1985. Durante a homilia, o padre Rafael relembrou com emoção a história dos primórdios e dos primeiros anos de actividade do CAM, situando-a no contexto social, eclesial e comboniano daquela época. No final da celebração, missionários e colaboradores partilharam um almoço fraterno, num clima de gratidão e de festa.

Cinquenta anos depois, o CAM continua assim a sua missão, através da comunicação e da animação missionária. A comunidade e todos aqueles que nela trabalham renovaram o compromisso de prosseguir este serviço, para que a «Esquila Misional» e os «Aguiluchos» possam continuar a chegar a muitas famílias e a manter vivo no México o espírito da missão. (Padre Ismael Piñón, mccj)

REZEMOS PELOS NOSSOS FALECIDOS

O PAI: Apolinar, do padre Vázquez Hernández Felipe de Jesú (ME/KE)

O IRMÃO: Padre Gianni, de D. Spagnolo Olindo Natale (†) e primo do padre Spagnolo Marillo (I)

A IRMÃ: Ir. Angelina-Martha Nagler (terciária de São Francisco), do irmão Eduard Nagler (DSP)

IRMÃS COMBONIANAS: Ir. Maria Adele Recalcati (I)