BOLETIM MENSAL DOS COMBONIANOS MISSIONÁRIOS DO CORAÇÃO DE JESUS
DIREÇÃO GERAL
Profissões perpétuas
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Fr. Valverde Paredes José Jean |
Nampula/MO |
09.05.2026 |
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Sc. N’gbolo-Mecko Christ Jordy Larry |
Bangui/RCA |
09.05.2026 |
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Fr. Kambale Mathwatere Ghislain |
Beni/Busili//CN |
14.05.2026 |
Ordenações
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Muliza Vincent James |
Blanture/MZ |
09.05.2026 |
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Celso Samuel Pedro |
Nampula/MO |
09.05.2026 |
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Gil Fernando |
Nampula/MO |
09.05.2026 |
Obra do Redentor
Junho 01 – 07 ER 08 – 15 LP 16 – 30 P
Julho 01 – 15 KE 16 – 31 M
Intenções de oração
Junho – Perante a crescente polarização social e política, os conflitos e as guerras do nosso mundo, que o Senhor nos ajude a ser construtores de pontes e não de muros, para que o amor prevaleça sobre as barreiras que procuram dividir-nos. Oremos.
Julho – Pelas vítimas do tráfico de seres humanos: para que o Senhor quebre as correntes da sua escravidão e, por intercessão de São Daniel Comboni e de Santa Josefina Bakhita, todos nós lutemos com coragem e tenacidade contra esta praga. Oremos.
Calendário litúrgico comboniano
JUNHO
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12 |
Sagrado Coração de Jesus, Titular do Instituto |
Solenidade (Togo-Gana-Benim) |
JULHO
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28 |
Beato Giuseppe Abrosoli |
Memória |
Data comemorativa
JUNHO
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1 |
Aniversário da fundação do Instituto |
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3 |
São Carlos Lwanga e companheiros, mártires |
Uganda |
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5 |
São Bonifácio, bispo e mártir |
Memória DSP (Tirol do Sul, Áustria, Alemanha) |
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13 |
Coração Imaculado da Bem-Aventurada Virgem Maria |
memória |
Publicações
METIN SEDOTE ALEX CANISIUS, Cessez d’étouffer l’Afrique, Éditions Afriquespoir, março de 2026, Kinshasa.
O autor é um missionário comboniano, de nacionalidade beninesa, atualmente a trabalhar no Centro Afriquespoir, em Kinshasa. O título do livro é retirado do discurso do Papa Francisco, proferido em Kinshasa a 31 de janeiro de 2023: «Este país e este continente merecem ser respeitados e ouvidos, merecem espaço e atenção: tirem as mãos da República Democrática do Congo, tirem as mãos de África! Basta de sufocar África: não é uma mina a explorar nem um solo a saquear. Que África seja protagonista do seu destino!». Estas palavras tiveram grande repercussão em todo o mundo. Acolhidas com atenção, alimentaram numerosos debates e foram sentidas como um apelo sincero aos poderes políticos externos para um maior respeito e uma melhor cooperação em prol do desenvolvimento e da paz no continente; um convite a reavaliar o lugar do continente africano no cenário mundial. Mas, três anos depois, essas palavras parecem reduzir-se a um discurso histórico cujo impacto teria sido apenas emocional.
Com um prefácio do cardeal Fridolin Ambongo Besungu, arcebispo de Kinshasa, e um posfácio do padre Elias Simdjalim, este livro nasce da necessidade de nos reapropriarmos da mensagem do Papa Francisco, hoje considerada um legado precioso. Na sua qualidade de africano e de sacerdote missionário, o autor parte da realidade de uma África sedenta de justiça, paz e desenvolvimento integral, para propor uma leitura analítica dessa mensagem. «Longe de se limitar a um simples comentário comemorativo, este livro propõe uma revisitação crítica, teológica e sociopolítica desse legado, entrelaçada com a longa história de África e com a sua atualidade candente», afirma o cardeal, para quem «um dos grandes pontos fortes deste livro reside no seu enraizamento explícito nos princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja». De facto, é numa espécie de triangulação metodológica entre a referida mensagem, a Doutrina Social da Igreja e a perspetiva missionária de São Daniel Comboni, resumida na expressão «Salvar a África com a África», que o autor encontra e propõe elementos de resposta ao apelo do Papa. Deixar de sufocar a África significa salvar a África com a África, sendo solidários com ela e respeitando a dignidade da pessoa, a destinação universal dos bens e o princípio da subsidiariedade.
Além disso, num contexto em que a África é vista como «um imenso pulmão espiritual para uma humanidade em plena crise de fé e de esperança», segundo a expressão do Papa Bento XVI, e considerando que «o mundo precisa da África», como afirma o cardeal Pietro Parolin, o autor conclui a sua obra formulando o desejo de um compromisso renovado da Igreja em África. Se, para além dos erros do passado, a Igreja sempre esteve próxima e presente na vida dos povos africanos, hoje deve continuar a contribuir, graças à sua experiência em humanidade, para a renovação a que o continente aspira, no campo sociopolítico, mas sobretudo sociocultural.
BRASIL
Santa Rita – Renovação dos votos do irmão Jonatan e do irmão Riquito
A 19 de abril de 2026, em Santa Rita, no estado da Paraíba, o irmão Jonatan Josué Chajón Gordillo e o irmão Riquito Selemane Muaualo Rodrigues renovaram os seus votos temporários, no final de três dias de animação missionária e vocacional nas comunidades da paróquia de Santo António, com a participação do padre Musonda Cosmas e do padre Dofonnou Dodji Eméric Lionel, empenhados neste ministério.
Os dois primeiros encontros decorreram na zona rural da paróquia, com jovens e adultos. Durante dois dias, foram apresentados a vida de São Daniel Comboni, a nossa vida missionária e religiosa, o significado dos três votos religiosos e os testemunhos de Riquito e Jonatan. O terceiro dia foi dedicado aos adolescentes e jovens da zona urbana, com o testemunho da vida do padre Dofonnou. A missa de renovação dos votos foi celebrada na igreja paroquial, presidida pelo padre Cosmas Musonda, conselheiro provincial, encarregado de receber a renovação da profissão religiosa. (Irmão Riquito Selemane Rodrigues, mccj).
Boa Viagem – Votos perpétuos do irmão Alfredo Monteiro de Sousa
No dia 2 de Maio de 2026, o irmão Alfredo Monteiro de Sousa emitiu os votos perpétuos durante uma celebração solene realizada na comunidade de São José, no distrito de Águas Belas, município de Boa Viagem, no Estado do Ceará. A presença de familiares, amigos e confrades de outras comunidades tornou ainda mais significativa aquela que foi a primeira profissão perpétua celebrada em Águas Belas. O evento foi preparado por um tríduo vocacional e visitas de animação às famílias locais.
Alfredo, que regressou ao Brasil para este importante evento, regressará em breve à missão de Marsabit, no norte do Quénia.
Filho de agricultores e criado numa família de seis irmãos, Alfredo aprendeu desde pequeno o valor do trabalho no campo e da vida simples. Percorria mais de quatro quilómetros para participar na missa com a comunidade de São José. Rapidamente tornou-se jovem catequista e ministro da Palavra. Depois de participar num retiro vocacional, decidiu tornar-se missionário comboniano. Iniciou a formação em 2008 no Propedêutico de São Luís do Maranhão. Passou depois para o Postulantado de Fortaleza, onde prosseguiu os estudos em Serviço Social e Sociologia. Após dois anos de noviciado em Xochimilco (México), concluídos com a primeira profissão a 12 de Maio de 2018, foi destinado ao Centro Internacional para Irmãos em Nairobi (Quénia).
A um grupo de jovens que lhe perguntou como resumiria o seu percurso vocacional, Alfredo respondeu laconicamente: «Foi – e continua a ser – um percurso caracterizado pela fidelidade, lealdade e radicalidade no seguimento de Jesus Cristo e do carisma de São Daniel Comboni». (Padre Raimundo Rocha, mccj)
São Paulo – Onze escolásticos renovam os votos
No dia 2 de maio de 2026, onze jovens combonianos do Escolasticado «Nossa Senhora de Guadalupe», em São Paulo, renovaram os seus votos durante a Eucaristia celebrada na paróquia do «Divino Espírito Santo», na zona leste da capital. A liturgia foi presidida pelo padre Francisco de Assis Coqueiro, conselheiro provincial. Durante a homilia, o padre Francisco apresentou os votos como «uma resposta profunda ao chamamento de Deus», explicando em seguida o significado de cada um dos três votos.
Os escolásticos prepararam-se para a renovação dos votos participando num tríduo, com momentos de reflexão pessoal e comunitária e, por fim, num retiro espiritual sobre o tema «chamados, consagrados e enviados». Durante a missa, foram encorajados a serem fiéis aos votos que estavam prestes a renovar, a serem obedientes aos seus superiores e a viverem a sua consagração com alegria e entusiasmo na missão pelo Reino de Deus.
A Eucaristia foi concelebrada por sete sacerdotes, dos quais um diocesano, um servita e cinco combonianos. Após a missa, houve um almoço comunitário preparado por membros de nada menos que três paróquias: Divino Espírito Santo, Santa Madalena e São Sebastião.
Foi um belíssimo momento de partilha da fé e do espírito missionário, de amor e confiança, em que se sentiu a realização do sonho de Comboni: «Eu morro, mas a minha obra não morrerá» (Sc. Maximiano Alumakiyo Maganga, mccj)
EGIPTO/SUDÃO
Lançamento da plataforma de língua gestual em Port Sudan
No sábado, 9 de Maio, no Comboni College of Science and Technology (CCST) de Port Sudan, foi lançada uma plataforma web para a aprendizagem da língua gestual no dialeto sudanês, destinada a pessoas surdas. A apresentação da plataforma contou com a participação do padre Jorge Naranjo, diretor do CCST e presidente do Conselho de Administração, de Mohamed Jib Allah Ali Jib Allah, presidente da União Nacional das Pessoas Surdas do Sudão, e de Amna Abd Al-Qadir, secretária do Conselho para as Pessoas com Deficiência do Estado do Mar Vermelho.
A plataforma oferece cursos estruturados em dois níveis, com avaliação final, e facilita também o acesso a tradutores acreditados, promovendo assim o emprego, a inclusão social e uma maior disponibilidade de serviços de tradução qualificados.
O projecto tem alcance nacional e foi acolhido com apreço pelas instituições e organizações presentes, incluindo organismos internacionais e entidades que actuam na área da deficiência.
Estiveram presentes no evento também representantes da UNICEF, da Autoridade Federal para a Regulamentação das Telecomunicações, da Direcção de Educação Especial do Ministério da Educação Geral do Estado do Mar Vermelho, de diversas organizações de pessoas com deficiência, das escolas combonianas, da Igreja Católica e da Igreja Episcopal, bem como dos grupos da Associação Italiana para a Solidariedade entre os Povos (Aispo) e do Ccst envolvidos no projecto. O cantor cego Ameen Omer Hamid encerrou a cerimónia com uma canção especial, composta para a ocasião.
A iniciativa foi financiada pela Agência Italiana para a Cooperação ao Desenvolvimento e realizada pela Aispo, pelo Ccst e pela União Nacional Sudanesa de Pessoas Surdas, que contribuirá para difundir a sua utilização em todo o país. (Padre Dr. Jorge C. Naranjo Alcaide, mccj)
ESPANHA
Encontros com os familiares dos combonianos e os «Amigos da Missão»
Como é tradição, também este ano a comunidade da sede provincial de Madrid organizou dois encontros anuais muito aguardados: no dia 17 de maio, com cerca de 40 familiares dos confrades da zona central de Espanha, recebidos na «Sala Farè», e no dia 29, com mais de 60 «Amigos da missão», na mais ampla «Sala das exposições» da revista Mundo Negro.
A animar os encontros esteve o missionário comboniano madrileno padre Rafael Armada, recentemente regressado da África do Sul, após ter passado 20 anos de missão nesse país. Tanto ao primeiro como ao segundo grupo, o padre Rafael narrou de forma cativante a sua experiência no país africano.
Na abertura dos dois eventos, o padre Rafael quis projetar um vídeo com o canto Nkosi Sikelel’ iAfrika («Deus abençoe a África»), o hino nacional sul-africano do período pós-apartheid. Explicou: «Este hino é uma verdadeira oração e é sempre utilizado para dar início a qualquer evento importante no país de Nelson Mandela».
O padre Rafael relembrou algumas das experiências mais significativas que marcaram os seus anos na África do Sul, em particular em Acornhoek e Waterval, onde chegou em 2001, pouco depois da sua ordenação sacerdotal. «Foram anos de intensa actividade pastoral, num contexto marcado pela propagação do VIH/SIDA. De imediato, vi-me envolvido no acompanhamento de grupos de apoio nas clínicas, sobretudo grupos de mulheres, na visita a pessoas infectadas e na organização de workshops de sensibilização sobre a seropositividade», recordou.
De regresso a Espanha em 2010, permaneceu lá seis anos, dedicado principalmente aos estudos de jornalismo, para depois regressar à África do Sul, destinado ao Centro Pastoral Diocesano de Lydenburg, em equipa com outros agentes pastorais e líderes de diversas associações da diocese de Witbank.
Outro aspecto importante da sua experiência missionária foi a animação missionária em Silverton, na divulgação da revista comboniana Worldwide, da qual foi diretor durante mais de cinco anos. Recordou: «Aos fins de semana, saía com dois leigos para a animação missionária na zona de Pretória e Joanesburgo».
Desde 1 de Maio de 2026, o padre Rafael Armada é membro da província de Espanha. Nascido em Madrid numa família numerosa de dez filhos – cinco rapazes e cinco raparigas –, entrou no postulantado comboniano de Granada em 1992. Fez o noviciado em Santarém, em Portugal, e, após ter professado os primeiros votos em 1996, foi destinado ao escolasticado internacional de Nairobi, no Quénia. (Padre Gbama Nsusu Boniface, mcci)
Feiras do livro
Ao longo de 2026, os livros e publicações da Editora Mundo Negro estarão presentes em nove feiras do livro por toda a Espanha. A primeira teve lugar em Granada. Sob o lema «Um compromisso com África e a Missão», os missionários combonianos estão presentes nas praças e ruas de várias cidades que acolhem estes eventos culturais, que para nós representam também uma oportunidade de animação missionária qualificada. As nossas publicações chegam a um público heterogéneo que vai além dos cristãos praticantes, e isto faz parte do nosso carisma missionário.
Até agora, além de Granada, estivemos em Valência, Salamanca e León. Em breve estaremos na Plaza Mayor de Valladolid e na grande Feira do Livro de Madrid, sem dúvida a mais importante em termos de duração, afluência e vendas. No final do verão, a Editora Mundo Negro participará nas feiras do livro de Palência, El Casar (Guadalajara) e Múrcia. Se a venda de livros para dar a conhecer África e mostrar o nosso empenho na missão é importante, igualmente importante é poder cumprimentar os assinantes das revistas Mundo Negro e Aguiluchos, bem como os muitos amigos, familiares e conhecidos que visitam os nossos stands.
ITÁLIA
Encontro dos Irmãos 2026 – «Reunidos para ir mais além, juntos»
O Encontro dos Irmãos Combonianos da província italiana realizou-se de 28 de Abril a 1 de Maio de 2026 na casa da Cúria Geral, em Roma, e abordou o tema «Ir mais além», retomando o convite que o saudoso Papa Francisco dirigiu aos confrades capitulares em 2022 e que esteve também no centro de uma recente Carta do Conselho Geral sobre a Missão dirigida a todo o Instituto.
O encontro contou com a participação de mais de 20 irmãos da província italiana, da Cúria e de outras províncias europeias já presentes na Casa Geral para o encontro dos responsáveis pelos meios de comunicação combonianos na Europa.
O programa do encontro permitiu alternar momentos de escuta, meditação, reflexão sobre as realidades que nos interpelam e de fraternidade.
Todos os participantes chegaram na noite de 28 de Abril. O dia 29 foi dedicado à escuta de três testemunhos missionários: o irmão Alberto Degan apresentou a sua experiência com os afro-equatorianos em Guayaquil; o irmão Simone Bauce partilhou a sua experiência com dois povos indígenas na Amazónia brasileira; o irmão Pablo Ostos contou a sua história vocacional, detendo-se na experiência vivida em Moçambique.
À tarde, houve um momento de encontro com o Cammino di Agar, uma associação que faz parte da coordenação diocesana de Roma, empenhada na luta contra o tráfico e no apoio a mulheres e crianças em situações de vulnerabilidade, inspirando-se na figura bíblica de Agar, a escrava egípcia de Sara, que se tornou esposa de Abraão, mas foi afastada com o filho Ismael para garantir a herança ao filho que teve com Sara. Agar, desesperada no deserto, é socorrida por um anjo, que lhe promete que o seu filho Ismael se tornará pai de uma grande nação. Figura de sofrimento e de exclusão, Agar é, ainda assim, uma mulher procurada e amada por Deus, de quem recebe protecção e dignidade.
Três irmãos da Cúria colaboram também no importante serviço prestado pela associação. Foram ouvidos dois testemunhos muito comoventes de pessoas transgénero, e foi visitada a exposição «Vozes das margens – histórias e imagens de mulheres transgénero em Roma», montada num salão. O dia terminou com uma pizza em conjunto.
A manhã do dia 30 foi dedicada ao aprofundamento bíblico. O irmão Giandomenico Placentino, monge e responsável pela Comunidade de Bose, em Ostuni (Brindisi), propôs um percurso sobre o tema «Ir além», a partir de quatro textos dos Atos dos Apóstolos:
Seguiu-se um momento de silêncio e reflexão pessoal. Antes da conclusão, foi possível dirigir algumas perguntas ao irmão Giandomenico e partilhar com ele algumas reflexões.
A tarde foi dedicada à visita a duas instituições presentes há anos na cidade de Roma. A primeira foi a Associação Comboniana de Serviço aos Emigrantes e Refugiados (ACSE), obra iniciada pelo padre Renato Bresciani (1914–1985), comboniano, e que ainda hoje é gerida pelo Instituto. Em breve, a associação passará a chamar-se Opera Comboniana de Promoção Humana (OCPH) e assumirá um papel de referência no continente europeu.
A segunda foi a Spin Time, que é hoje, em todos os aspectos, um modelo de auto-recuperação e um exemplo de regeneração urbana, um espaço multifuncional cuja gestão é partilhada entre os diversos actores que compõem o seu ecossistema e cujas portas estão, de facto, sempre abertas à cidade. É uma bússola no debate sobre o direito à habitação e um ponto de referência para o bairro de Esquilino. Nascido em Outubro de 2013 com a ocupação de um edifício de 10 andares (21 000 m²) no bairro Esquilino de Roma pelo movimento pelo direito à habitação «Action», o Spin Time representa uma oferta social e cultural de serviços acessíveis, um local que continua a questionar-se a si próprio e a definir novos estímulos e objectivos.
O dia 1 de Maio, festa de São José Trabalhador, padroeiro dos irmãos, foi dedicado às reflexões do padre Luigi Codianni e do irmão Alberto Lamana, respectivamente superior geral e conselheiro geral. Reflectiram-se sobre diversos temas que preocupam e mobilizam o Instituto: o processo de fusão das circunscrições; a releitura do carisma comboniano numa perspectiva não eurocêntrica; a sustentabilidade económica; as revistas combonianas no mundo e os Centros de Animação Missionária (CAM); a evangelização como Família Comboniana; a presença dos irmãos nas pastorais específicas e na OCPH. O encontro terminou com a celebração eucarística, seguida do almoço.
Durante o encontro, reinou um clima «de família». Embora nem todos os irmãos se conhecessem, após os primeiros momentos de convivência, todos se sentiram à vontade, graças à fraternidade e à comunhão manifestadas por todos os participantes.
Renovou-se o compromisso de dar continuidade a este encontro anual. No próximo ano, será organizado a nível europeu, sempre por volta do dia 1 de Maio. (Irmão Simone Bauce, mccj)
Brescia – Em memória de D. Giovanni Migliorati (1942-2016)
Uma noite «missionária» muito intensa foi a vivida na noite de 12 de Maio em Bassano Bresciano, uma localidade da Baixa Bresciana, onde a comunidade cristã, juntamente com a comunidade comboniana de Brescia, recordou o décimo aniversário da morte de Mons. Giovanni Migliorati, bispo de Hawassa (Etiópia), natural desta localidade, onde vivem os seus irmãos e familiares.
A celebração eucarística foi presidida pelo padre Giovanni Baccanelli, companheiro de D. Giovanni tanto nas primeiras etapas da formação como na missão na Etiópia. Na homilia, além de recordar os anos vividos juntos, sublinhou — partindo de uma frase do Papa Francisco na Evangelii Gaudium («Eu sou uma missão nesta terra», 273) — precisamente este aspecto encarnado na vida missionária do bispo: «A missão foi o coração da sua personalidade, da sua espiritualidade e da sua acção pastoral».
Após a celebração, houve um momento de convívio fraterno, seguido da recitação do rosário no pátio do oratório pela paz no mundo e pela missão comboniana. Posteriormente, reuniram-se na nova sala paroquial para um encontro-testemunho em memória do bispo, com a participação do padre Giuseppe Cavallini, director da revista Nigrizia e missionário de longa data na Etiópia, onde colaborou com D. Migliorati.
O padre Giuseppe ajudou os presentes a compreender a realidade da Etiópia nas diferentes épocas da sua história recente. Foi neste contexto que Mons. Giovanni, primeiro como sacerdote missionário e depois como bispo, viveu e actuou. «Foi um homem decidido, totalmente dedicado a construir, a colaborar e a fazer crescer a Igreja local. Conhecedor da cultura e de várias línguas locais, soube unir sabedoria e empenho para inculturar o Evangelho no coração das pessoas. Poderíamos dizer – recorrendo ao novo paradigma da missão que caracteriza a reflexão comboniana atual – que Mons. Giovanni viveu e empenhou-se verdadeiramente numa “missão descolonial”, que visa desmantelar as hierarquias raciais, culturais e económicas herdadas do colonialismo».
D. Migliorati faleceu em Brescia aos 73 anos, como «servo bom e fiel», e o seu intenso empenho continua a dar bons frutos.
(Padre Girolamo Miante, mccj)
Pádua – «Festa dos Amigos»
A comunidade comboniana de Pádua celebrou, no domingo, 10 de Maio de 2026, a «Festa dos Amigos», após um ano de pausa devido às obras de reestruturação da casa, para dar lugar à nova residência universitária. No encontro participaram cerca de cinquenta entre amigos, voluntários e colaboradores, unidos pelo espírito comboniano.
Após um momento dedicado ao acolhimento, o padre Gaetano Montresor apresentou os membros da comunidade, recordando também os confrades falecidos ou transferidos, e ilustrando as actividades locais – entre as quais as «Festas dos Povos» –, as iniciativas missionárias e os percursos formativos inspirados na Laudato si’.
O padre David Costa Domingues, vigário-geral, aprofundou os valores da missão comboniana, evocando o carisma de Daniele Comboni e sublinhando o empenho para com os mais desfavorecidos. Apresentou ainda algumas experiências missionárias internacionais e ofereceu uma visão sobre a situação actual do Instituto, destacando o forte dinamismo das vocações africanas. O dia terminou com a celebração eucarística e um momento de convívio, num clima de fraternidade, alegria e partilha.
Florença – Geminação entre a Oásis Laudato Si’ de Florença e o Borgo Laudato Si’ de Castel Gandolfo
O dia 16 de Maio de 2026 ficará na memória como uma data especial para o território florentino e a sua comunidade eclesial. Num dia marcado pela alternância entre chuva revigorante e luminosos raios de sol, a Oásis Laudato Si’ de Florença celebrou a geminação com o Borgo Laudato Si’ de Castel Gandolfo, projecto fortemente impulsionado pelo Papa Francisco como um laboratório concreto de conversão ecológica e fraternidade universal. A cerimónia de geminação decorreu num clima de profunda alegria. Seguindo o exemplo do Borgo Laudato Si’, também a Oásis Laudato Si’ de Florença torna-se um laboratório vivo de conversão ecológica e de paz.
A coordenar e moderar com mestria todo o dia esteve Lorenzo Orioli, presidente da Associação Oásis Laudato Si’ Florença ETS, que soube tecer o fio condutor das várias intervenções, sublinhando como a Oásis nasceu precisamente para traduzir em gestos concretos as encíclicas do Papa Francisco, Laudato si’ e Fratelli tutti.
A saudação de boas-vindas ficou a cargo do padre Pietro Ciuciulla, superior provincial dos missionários combonianos em Itália. As suas palavras tocaram profundamente, recordando que, para o nosso Instituto, o cuidado da criação não é um tema secundário, mas uma componente essencial da missão. O padre Pietro reiterou o empenho incansável dos combonianos nos campos da justiça, da paz e da integridade da criação, salientando que a defesa do ambiente está indissoluvelmente ligada à dignidade dos povos mais vulneráveis.
O ponto alto do evento foi a visita guiada conduzida por Paolo Luzzi, terciário franciscano e ilustre botânico. O percurso experiencial da Oásis articula-se em sete espaços, que convidam à reflexão: o Jardim dos Povos, o Horta de São Francisco e o Canteiro de Santa Ildegarda, o Jardim dos Frutos, o Jardim das Oliveiras – dedicado à olivoterapia –, a Sala das Borboletas e das Abelhas, o Jardim da Acolhida e o Malbes de São Daniele Comboni.
O momento mais solene contou com a presença do cardeal Fabio Baggio, subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que plantou uma oliveira proveniente dos Jardins do Vaticano, símbolo do vínculo entre Florença e o Vaticano. Em resposta, a Oásis ofereceu um raro exemplar de íris florentina, a íris primitiva da qual deriva o lírio de Florença, símbolo de uma beleza frágil que requer cuidado e amor.
A geminação entre a Oásis Laudato si’ de Florença e o Borgo Laudato si’ de Castel Gandolfo representa hoje um importante sinal de esperança. Numa época marcada por crises ambientais, guerras e divisões sociais, esta iniciativa testemunha que é possível construir caminhos de paz, sustentabilidade e fraternidade através da colaboração entre comunidades eclesiais e realidades territoriais.
Antes de concluir a manhã, a atenção voltou-se para a apresentação aprofundada do livro Racconti di alberi e fede (Tau Editrice, 2025), de Paolo Luzzi, uma obra preciosa enriquecida pelo prefácio do próprio cardeal Baggio. Luzzi propõe uma viagem fascinante que liga a botânica à espiritualidade, destacando como as árvores têm sido protagonistas da tradição bíblica e símbolos de fé. Durante o debate, ficou bem claro que a crise ecológica não pode ser resolvida apenas com a tecnologia, mas requer uma conversão do coração. As árvores, no seu silencioso estender-se para o alto, tornam-se mestres desta nova postura interior perante Deus e a Terra.
O dia terminou com uma ágape fraterna, durante a qual os participantes partilharam a comida e a alegria do encontro. Sob o céu de Florença, entre o relvado molhado pela chuva e o calor do sol recobrado, a geminação confirmou uma certeza: o cuidado da casa comum é uma missão que, se vivida em conjunto, pode verdadeiramente gerar esperança para o futuro.
Roma – Assembleia da ACSE
No domingo, 17 de Maio, realizou-se na sede da ACSE a assembleia dos sócios. Em geral, pode-se dizer que o ano de 2025 foi positivo no que diz respeito à continuidade e à diversidade dos serviços, com uma grande participação dos sócios, dos membros do Conselho Directivo, dos responsáveis pelos serviços e dos numerosos voluntários (mais de 80) nas diversas actividades.
O Conselho Directivo e os responsáveis pelos serviços reuniram-se regularmente para avaliar as situações e tomar as decisões oportunas. A estas reuniões juntam-se as dos sectores individuais e as numerosas reuniões informais e pessoais, destinadas a garantir uma condução serena e participativa das actividades, com grande benefício para os migrantes.
Os migrantes que usufruíam dos serviços da Acse (cuidados dentários, cursos de italiano, distribuição de alimentos, etc.) no final de 2025 eram 1.094. A 15 de Maio de 2026 eram 1315. As nacionalidades dos migrantes assistidos são 71.
Os vários serviços – Existem 13 cursos de italiano, dos quais 7 presenciais e 6 online. As bolsas de estudo para migrantes universitários são 39. Em 2025, foram realizadas 53 distribuições de alimentos e outros materiais, num total de 3.850 pacotes e mais de 80 toneladas entre alimentos e material de higiene. Durante a assembleia, foram apresentados os irmãos Antonio Soffiantini e Pablo Ostos Hunoc, da comunidade «Opera comboniana promozione umana» (OCPU).
A Assembleia, além de oferecer a possibilidade de identificar eventuais novos conselheiros, prorrogou por unanimidade o actual Conselho Directivo até ao final de 2026, com o compromisso de convocar uma assembleia extraordinária para a eleição do novo Conselho Directivo em Janeiro de 2027.
Pádua – Na esteira da Laudato si’. Aceitar os limites – Cuidado da pessoa e salvaguarda do ambiente numa perspectiva «One Health»
A quarta e última noite do percurso «Na esteira da Laudato si’ – Aceitar os limites», dedicada ao tema «Cuidado da pessoa e salvaguarda do ambiente numa perspetiva “One Health”», decorreu a 22 de Maio de 2026 em Pádua, na Sala Comboni da casa comboniana.
A primeira intervenção, da Dra. Vitalia Murgia, da Associação de Médicos pelo Ambiente, teve como título: «Utilizar medicamentos e produtos de higiene pessoal respeitando o ambiente». Seguiu-se a intervenção do Prof. Fabrizio Bianchi, do Conselho Nacional de Investigação (CNR) de Pisa, sobre o tema: «Rumo a uma saúde verde: menor impacto dos cuidados de saúde nas pessoas e no ambiente».
As antropólogas Amalia Campagna, da Universidade Estadual de Milão, e Viola Di Tullio, da Universidade Livre Internacional de Estudos Sociais (LUISS) Guido Carli e do Instituto Universitário de Estudos Superiores (IUSS) de Pavia, debateram em seguida o tema: Cuidado do ambiente e ambiente do cuidado. Um diálogo entre antropologia médica e ambiental.
Foi um encontro de reflexão e divulgação destinado a defender que o limite aceite não é privação, mas um recurso para um bem-estar diferente, autêntico, sustentável e acessível a todos. O limite pode representar o caminho mais seguro para enfrentar «aquela única e complexa crise socioambiental» (LS 139) de que todos sofremos, sobretudo os mais pobres e vulneráveis.
É necessário, de facto, alcançar um equilíbrio no seio do sistema ambiental e social que evite o drama de uma sociedade «de soma zero», na qual, por um lado, se produzem doenças e, por outro, se tratam as patologias decorrentes de políticas erradas. O Papa Francisco, enquanto confirmava que é sempre possível ter esperança, convidava a desenvolver uma «consciência amorosa» em relação a esta casa comum – a criação – na qual vivem todos os seres, incluindo o ser humano; uma casa partilhada, na qual se age com base nos valores que nos são caros (LS 220).
Seguindo a abordagem da Laudato si’, é com base nas «três relações fundamentais e intimamente ligadas: a relação com Deus, a relação com o próximo e a relação com a terra» que nasce o compromisso de enveredar por «um caminho que precisa de mudar» (LS 66, 202). Um compromisso de abraçar o devido lugar na ordem e no dinamismo que o Criador estabeleceu e de empreender urgentemente novos modos de viver com «criatividade e entusiasmo» (LS 220, 221).
Quirinale – Apresentação do Mondiario ao presidente Sergio Mattarella
Na quarta-feira, 27 de Maio, uma delegação de confrades, liderada pelo provincial da Itália, padre Pietro Ciuciulla, e acompanhada pelo superior geral, padre Luigi Codianni, foi recebida no Quirinal pelo presidente Sergio Mattarella, a quem foi entregue um exemplar do Mondiario 2026-27, o diário escolar para meninas e meninos do ensino básico. A delegação era também composta pelo irmão Antonio Soffientini, impulsionador da iniciativa de envolver o presidente Mattarella, por Jessica Cugini, redatora do Il Piccolo Missionario (PM) e autora principal do Mondiario, pelos padres Dario Bossi e Aurelio Boscaini, diretor do PM, e pelo jornalista romano Brando Ricci, redator da Nigrizia.
Foi um encontro muito simpático com Mattarella (também muito gentil todo o pessoal de serviço no Quirinal) para lhe apresentar, precisamente, o Mondiario dedicado aos 80 anos do voto das mulheres em Itália, à Assembleia Constituinte, com especial destaque para o valor acrescentado representado pelas 21 «mães constituintes», em primeiro lugar pela contribuição das 5 que faziam parte do grupo dos 75 encarregados de redigir materialmente a Constituição, e ao nascimento da República (2 de Junho de 1946).
Jessica, na sua apresentação do trabalho, sublinhou a importância pedagógica e didáctica de conhecer como nasceu a nossa República e o facto de que também as novas gerações, originárias de países distantes, passem a fazer parte conscientemente da vida do país que as acolheu, deixando-se envolver na sua história democrática.
Aproveitando a ocasião, quisemos recordar ao presidente o conflito que se arrasta há mais de três anos naquele país que todos nós temos no coração, o Sudão. Brando Ricci, ao apresentar a situação dramática que o país de São Daniele Comboni vive, recordou o entrelaçamento de interesses das potências estrangeiras no conflito. O padre Codianni interveio para manifestar o desejo de que o embaixador italiano possa regressar em breve ao país.
Na sua resposta improvisada, o presidente afirmou estar ciente do que se passa no Sudão, definindo a situação que o Sudão está a viver como a mais grave crise humanitária dos últimos anos. Agradeceu aos combonianos (não poupou elogios) pelo trabalho que realizam em tantos países do mundo, também através das suas revistas (Nigrizia, o PM, ou seja, informação e formação), e pela sua permanência entre as pessoas que sofrem (garantindo educação e saúde…), de modo que a esperança nunca falte. Também aqui em Itália, entre os migrantes (aos quais os combonianos em Itália dedicam especial atenção e a quem dedicam muitas energias). A Itália, o povo italiano, sublinhou o presidente, é fruto da fusão de tantas contribuições, por vezes de etnias inteiras (e hoje de milhões de migrantes), de todos aqueles que chegaram, desde os tempos dos romanos, ao nosso território.
Ao presidente Mattarella, todo o nosso mais sincero agradecimento pela atenção que nos dispensou.
MALAWI-ZÂMBIA
Ordenação sacerdotal e primeiras profissões
No dia 2 de Maio de 2026, os missionários combonianos da província do Malawi-Zâmbia viveram a alegria da ordenação sacerdotal de Vincent James Muliza, missionário comboniano originário do Malawi. A celebração eucarística teve lugar na paróquia de São Kizito, em Lisungwi, na arquidiocese de Blantyre (Malawi). A presidir ao rito esteve o arcebispo Thomas Luke Msusa, ordinário do lugar, na presença de mais de mil pessoas provenientes de diversos contextos de vida.
Entre os presentes encontravam-se o padre Andrew Bwalya, superior provincial, membros da família comboniana, sacerdotes diocesanos, religiosos e religiosas, bem como numerosos fiéis. Também autoridades civis e tradicionais participaram na cerimónia colorida.
A celebração foi animada e profundamente comunitária, marcada por cânticos, exclamações de alegria e danças, expressão da grande alegria do evento. Na homilia, partindo das leituras do dia, Mons. Msusa recordou à assembleia a voz silenciosa de Deus, que continua a chamar as pessoas a participar no seu desígnio de salvação. Afirmou: «Tal como Abraão na primeira leitura, Deus procura pessoas através das quais possa abençoar o seu povo». Dirigindo-se aos jovens presentes, exortou-os a aprender a ouvir a voz silenciosa de Deus no meio das tantas vozes fortes com que se deparam todos os dias. Encorajou-os, então, a terem a coragem de sair das suas zonas de conforto e a acolherem o projeto de Deus para as suas vidas, tal como fez Abraão.
Dirigindo-se ao ordenando, o arcebispo Msusa convidou-o a moldar a sua vocação sacerdotal e missionária segundo Jesus, que, como proclamado no Evangelho do dia, «não tinha onde reclinar a cabeça». Exortou-o a abraçar os votos religiosos com fé e a reconhecer a sua vocação como mistério e dom.
No que diz respeito à missão, o arcebispo destacou três dimensões fundamentais. Em primeiro lugar, convidou o diácono Vincent a ser profético, anunciando o Evangelho quer seja acolhido quer seja rejeitado, e denunciando com coragem o pecado e o mal, mesmo à custa da perseguição.
Em segundo lugar, exortou-o a permanecer próximo das pessoas, especialmente dos pobres e dos mais abandonados, no espírito de São Daniel Comboni. Por fim, encorajou-o a santificar a Igreja e o povo de Deus através da celebração dos sacramentos.
No final da celebração eucarística, o padre Andrew agradeceu a Deus pelo dom do padre Vincent ao Instituto e à Igreja. Em seguida, expressou a sua gratidão ao arcebispo por ter ordenado o padre Vincent na sua paróquia de origem, e aos pais do recém-ordenado por terem oferecido o seu filho à Igreja e ao Instituto Comboniano. Recordando a imagem vívida de São Daniel Comboni, segundo a qual o missionário deve ter «joelhos de camelo e estômago de porco», o padre Andrew encorajou o padre Vincent a ser um sacerdote, religioso e missionário caracterizado pela oração e pelo zelo.
Vestidos com trajes com símbolos e inscrições combonianas, vários grupos provenientes da paróquia e de outras comunidades ofereceram presentes ao padre Vincent em sinal de gratidão e apreço pela sua generosa resposta ao chamamento de Deus. A celebração terminou com um momento de convívio.
Foi uma dupla bênção para a província do Maláui-Zâmbia, pois no mesmo dia, em Namugongo, Kampala (Uganda), quatro noviços da nossa província fizeram a sua primeira profissão religiosa. Não podendo beneficiar do dom da bilocação, o superior provincial permaneceu no Maláui para a ordenação sacerdotal.
Os recém-professos e os respectivos destinos para o escolasticado são: Michael Mwambila Sakala (Kinshasa), Fiskani Juweka Gondwe (Graz), David Phiri (Lima) e Damianal Steven (Nairobi). O recém-ordenado, padre Vincent James Muliza, foi destinado à Costa Rica para a sua primeira missão.
A província do Maláui-Zâmbia dá graças a Deus pelo dom destes confrades e deseja-lhes um ministério fecundo nos respectivos destinos. (Padre Andrew Bwalya, mccj)
MÉXICO
Primeira profissão religiosa de três noviços em Xochimilco
No passado dia 16 de Maio, três noviços professaram os seus primeiros votos temporários no noviciado continental de Xochimilco, na Cidade do México. César Adrián Avitud Guerrero, Aristóteles Hegel Ortega Trinidad (ambos mexicanos) e Luis Enrique Fuentes Mejía (originário de El Salvador) consagraram-se a Deus para a missão no nosso instituto. Estiveram presentes familiares, amigos e numerosos combonianos e combonianas que desejaram estar-lhes próximos neste primeiro passo de um caminho que os levará a dedicar a sua vida ao anúncio do Evangelho.
A celebração foi presidida pelo padre Mario Alberto Pacheco, superior provincial. Concelebraram com ele o padre Enrique Sánchez, provincial da América Central, os formadores do noviciado, os padres Leonardo Leandro e Abel Torres, e o padre Elías Arroyo, que será o novo mestre de noviços.
Na sua homilia, o padre Mario convidou os três neo-professos a seguirem as pegadas de São Daniel Comboni na entrega de si a Deus para o serviço missionário e a imitarem a disponibilidade de Abraão em deixar a sua terra para se abrirem a outras culturas, onde quer que sejam enviados, porque «a vida religiosa consiste na busca de Deus para depois O levar aos outros». No final da missa, o padre Enrique exortou-os a entregarem-se por completo: «Hoje, o instituto precisa de vós. Vinde dar o melhor de vós mesmos».
César Adrián continuará os seus estudos no escolasticado internacional de Lima, no Peru; Luis Enrique Fuentes foi destinado ao escolasticado internacional de Casavatore, em Itália; Aristóteles Hegel irá para o escolasticado internacional de Pietermaritzburg, na África do Sul.
MOÇAMBIQUE
Profissão perpétua de Ronaldo Mateus Mulima
O escolástico moçambicano Ronaldo Mateus Mulima emitiu os votos perpétuos no dia 26 de Abril, IV Domingo da Páscoa, conhecido como «Domingo do Bom Pastor», dia em que a Igreja celebra o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A cerimónia teve lugar na paróquia de São João XXIII, em Chitima, diocese de Tete. Mulima é natural de Meti, uma das comunidades da paróquia de Lalaua, assistida pelos combonianos, na arquidiocese de Nampula.
A Eucaristia dominical foi presidida pelo padre José Joaquim Luís Pedro, superior provincial. Participaram também na cerimónia os padres Juan Arenas, pároco de «São João XXIII», James Kasitomu, Moisés Daniel, Crespim Baraja, Jonasse Seventine e Josef Abebayehu, bem como o escolástico Felizardo Azevedo.
Na homilia, o padre José Joaquim sublinhou a importância e a necessidade da consagração perpétua, salientando que se trata de uma decisão livre, fruto de um longo discernimento, que compromete o religioso missionário a viver com fidelidade os votos de pobreza, castidade e obediência por toda a vida. Recordou ainda que esta missão não pode ser cumprida com hipocrisia, mas com responsabilidade e seriedade perante Deus e o Instituto.
O celebrante destacou também o valor testemunhal da profissão perpétua, que desafia os jovens e os adolescentes a considerarem a vida consagrada e missionária como uma escolha de vida. Inspirando-se em São Daniel Comboni, recordou que a missão se realiza também no meio de sofrimentos e incompreensões, e que o consagrado é chamado a guiar as ovelhas para a única porta que é Cristo.
A celebração assumiu um significado especial, uma vez que teve lugar no ano em que os combonianos comemoram os 80 anos de presença em Moçambique, um marco histórico que reforça o empenho do Instituto na obra de evangelização e de serviço missionário às comunidades cristãs locais. «Esta profissão perpétua do nosso confrade Mulima mostra-nos como a consagração a Deus é um dom e, ao mesmo tempo, um sinal de esperança, porque garante a continuidade da nossa missão comboniana em Moçambique», concluiu o superior provincial.
Quatro jovens reforçam as fileiras combonianas em Moçambique
O carisma de São Daniel Comboni continua vivo e a dar frutos em solo moçambicano. Prova disso são as ordenações sacerdotais de Celso Samuel Pedro e Gil Fernando, a ordenação diaconal de Ronaldo Mateus Mulima e os votos perpétuos do irmão José Jean Valverde Paredes. Tudo se desenrolou na mesma celebração realizada no passado sábado, 9 de Maio, na paróquia de Santa Cruz, em Muahivire, cidade de Nampula.
A celebração eucarística foi presidida por D. Inácio Saúre, arcebispo metropolitano de Nampula e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM). Estavam também presentes o padre José Joaquim Luís Pedro, superior provincial, e o padre José de Jesús Villaseñor Gálvez, secretário-geral da formação, chegado de Roma. Numerosos confrades, sacerdotes, religiosos e religiosas, juntamente com uma multidão de fiéis, estiveram presentes na festa. Os cânticos litúrgicos expressaram o sentido profundo da celebração: louvor e acção de graças a Deus pelo dom vocacional destes quatro jovens. Na verdade, a bondade de Deus não cessa de operar maravilhas!
A missão exige santidade – Na homilia, o arcebispo Saúre insistiu no facto de que «a missão exige santidade e testemunho de vida». Salientou ainda que o sacerdócio não deve ser visto como uma meta, mas sim como uma etapa importante rumo ao verdadeiro objectivo: «ser um bom discípulo de Jesus Cristo ao serviço do Reino de Deus». Tendo em conta a juventude dos ordenandos, o prelado, depois de recordar as palavras do Papa Francisco – «Os jovens são o agora de Deus» –, convidou-os também a saber valorizar a sabedoria e a experiência dos mais velhos. Acrescentou então: «Estes nossos irmãos não são ordenados para resolver todos os problemas sociais das famílias, sejam as suas ou as dos outros», porque o verdadeiro objetivo da missão é a evangelização, que inclui as dimensões espiritual, humana e comunitária.
Alegria e empenho – A assembleia entoou com entusiasmo, na língua macua, o canto Elulu yopiwe nathapele Apwiya Muluku anira sottikiniha! («Aclamai com gritos de alegria, louvando o Senhor Deus que fez maravilhas!»). As famílias dos recém-ordenados expressaram especial gratidão a Deus, que chama, acolhe e consagra, e comprometeram-se a continuar a rezar por estes seus familiares. A eles disseram: «Nos dias de cansaço, não se esqueçam de que há uma família que reza por vós».
«Ide para onde ninguém quer ir» – Também o padre José de Jesús quis expressar a sua alegria ao ver que Deus continua a chamar tantos jovens, apesar das suas fragilidades, para que vão anunciar o Evangelho a todos os povos da terra. Encorajou os quatro jovens confrades a não esquecerem a importância deste dia e a manterem-se disponíveis para a missão, seguindo as pegadas do nosso Fundador, São Daniel Comboni, sobretudo entre os mais pobres e abandonados: «Hoje o Senhor colocou nas vossas mãos o cálice e o pão... Nunca esqueçam este dia. Não tenham medo de ir para onde ninguém quer ir». Por fim, recordou-lhes que a missão não é uma obra individual, mas deve ser vivida sempre em comunhão com os outros e com toda a Igreja: «Nunca estão sozinhos. Comboni e toda a Igreja caminham convosco». (Padre Sérgio Vilanculo, mccj
PORTUGAL
Nomeado novo director nacional das OMP
O Padre Manuel Augusto Lopes Ferreira foi nomeado director nacional das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) em Portugal para um mandato de cinco anos, cargo que aceitou com disponibilidade e sentido de serviço eclesial. Entrevistado pela Agência Ecclesia, em Fátima, o novo director sublinhou o risco de a ideia de uma «Igreja em saída» permanecer apenas um slogan, sem se traduzir em iniciativas concretas capazes de renovar o ímpeto missionário das comunidades.
Segundo o padre Manuel, as OMP devem ter a tarefa de animar e apoiar a vida missionária da Igreja, a partir de momentos significativos como o Dia Mundial das Missões, mas também através de uma rede mais ampla de iniciativas que favoreçam a comunhão entre as Igrejas locais e o papa. Para ele, a missão não pode reduzir-se ao contexto local, mas deve manter um olhar universal, em sintonia com a Igreja que é «católica».
Embora reconheça que Portugal tem uma grande tradição missionária, o padre Manuel observa que hoje os desafios pastorais são diferentes e mais exigentes, e correm o risco de absorver muitas energias. Por isso, insiste na necessidade de não perder a dimensão missionária global e de apoiar concretamente quem opta por partir para experiências missionárias, incluindo sacerdotes diocesanos e de institutos religiosos.
O novo director manifestou também o seu apreço pela disponibilidade dos sacerdotes que desejam viver experiências missionárias fora das suas próprias dioceses, considerando-a um sinal positivo a encorajar. As OMP, concluiu, devem contribuir para que a missão seja percebida como parte integrante da vida da Igreja, apoiando as comunidades e reforçando o vínculo com a missão universal.
Renovação dos votos dos escolásticos – Os cinco escolásticos da comunidade formativa de Maia – Américo Mutepa (moçambicano), Cédrique Beninga (República Centro-Africana), Charles Phiri (Zâmbia), Domingos Caetano (moçambicano) e Stephen Kwesiga (ugandês) – renovaram os seus votos na nossa casa de Famalicão no passado dia 1 de Maio, memória de São José Operário, durante o encontro anual dos Cenáculos de Oração Missionária. A celebração foi presidida pelo padre José Rebelo, superior provincial, que, na homilia, sublinhou, entre outros aspectos, que «o maior desafio que enfrentamos é a identificação com Cristo, com as suas atitudes de despojo e de serviço aos outros. Os votos religiosos de castidade, pobreza e obediência são uma forma concreta de moldar o nosso coração e a nossa vida à imagem de Cristo. É a proposta de um estilo de vida orientado para o desapego».
O padre José Rebelo concluiu a sua reflexão invocando a intercessão de São José, «para que passemos cada vez mais da lógica do sacrifício para a lógica da doação de nós mesmos, e experimentemos a beleza e a alegria de nos doarmos por amor».
Reunião anual dos ex-alunos – No passado dia 2 de Maio, a comunidade de Viseu acolheu o encontro anual dos nossos ex-alunos combonianos. O evento reuniu cerca de 60 pessoas, incluindo os confrades presentes. Pela manhã, realizou-se um encontro durante o qual o superior provincial apresentou a situação de cerca de trinta combonianos portugueses espalhados por quatro continentes. A Eucaristia foi presidida pelo padre Manuel Augusto L. Ferreira, que foi o impulsionador destes encontros. Um dos temas discutidos foi a necessidade de renovar os órgãos dirigentes da Associação de ex-alunos, que permanecem em funções desde a sua fundação em 1996.
Retiro provincial – De 18 a 23 de Maio, realizaram-se os exercícios espirituais na «Casa Diocesana» de Aveiro, em Albergaria-a-Velha. O curso, que se realiza de dois em dois anos, contou com a participação de 25 confrades, dois dos quais provenientes da província de Espanha, e foi orientado pelo padre jesuíta Hermínio Rico. Os seis dias de recolhimento constituíram um momento significativo de oração e de crescimento espiritual.
OREMOS PELOS NOSSOS FALECIDOS
O PAI: Roman, do Padre Chwaliszewski Wojciech (PO-M)
A MÃE: Gidena Kasai Fusuhm, do padre Mehari Abraha Iskias (M); Eugenie Adjobli, do padre Hakpa Komlatsé Aimé (MZ)
O IRMÃO do irmão Ramos González Armando (EC); João, do padre Alexandre Ferreira (KE)
A IRMÃ: Ana María, do padre Guirao Casanova Antonio (E)
O TIO: Albereto, do padre Marcelo Oliviera (P)
O CUNHADO: Fernando, do padre Horácio Ribeiro Rossas (P)
AS IRMÃS COMBONIANAS: Ir. Sara Saleh Takla Aboelmessih (EG); Ir. Mostes M. Patrizia (I); Ir. Albrigi Maddalena (I); Ir. M. Esperanza Rosillo Jiménez (I); Ir. Schenato Josepha (I)