NOTICIÁRIO MENSAL DOS MISSIONÁRIOS COMBONIANOS DO CORAÇÃO DE JESUS
DIRECÇÃO GERAL
Profissões perpétuas
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Esc. Mamadou Cristal (RCA) |
Cairo |
09-07-2026 |
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Esc. Kambale Meschak Kasoro (Congo) |
Cairo |
09-07-2026 |
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Esc. Kasereka Mwami Charles |
Cairo |
09-07-2026 |
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Esc. Kpogo Komi Jules Ametefe Aimé (TG) |
Lomé |
11-07-2026 |
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Esc. Amado Komlan Gademon Prosper (TG) |
Lomé |
11-07-2026 |
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Esc. Davon Kossigan Sylvestre (TG) |
Lomé |
11-07-2026 |
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Esc. Aguiar Vignon Michel (BEN) |
Lomé |
11-07-2026 |
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Esc. Dzikunu Winfred Etse (GH) |
Lomé |
11-07-2026 |
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Esc. Twesigwe Andrew (UG) |
Lomé |
11-07-2026 |
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Esc. Mumbere Kavuthe Delphin (Congo) |
Nairóbi |
20-07-2026 |
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Esc. Konosi Atambanakabange André (Congo) |
Isiro |
25-07-2026 |
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Esc. Ocen Moris Paul (UG) |
Arua |
31-07-2026 |
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Esc. Apetokou Kossivi Paul (TG) |
CMM * |
13-08-2026 |
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Esc. Nyiker Chanjwiok Abdakka (SS) |
CMM * |
13-08-2026 |
* Cité Mama Mobutu (Congo)
Ordenações
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Wanyama Mark Musungu (KE) |
Busia |
11-07-2026 |
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Mutheu Moses Mwatunge (KE) |
Nairóbi |
25-07-2027 |
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Muhindo Muhiwa Fiston (EGSD) |
Butembo |
02-08-2026 |
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Mwaba Mathews (PE) |
Lusaka |
04-08-2026 |
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Gum Santino Mawan Guor (SS) |
Rumbek |
16-08-2026 |
Obra do Redentor
Setembro 01 – 15 NAP 16 – 30 PCA
Outubro 01 – 07 RCA 08 – 15 TCH 16 – 31 RSA
Intenções de oração
Setembro – Senhor da vida, dá-nos olhos para contemplar a beleza da Criação, um coração para a guardar com amor e mãos para a servir com justiça. Renova em nós o Espírito que renova todas as coisas. Oremos.
Outubro – Para que todos os membros da Família Comboniana, sustentados pelo Espírito Santo e inspirados por São Daniel Comboni, anunciem o Evangelho com alegria e sejam sinais de luz, esperança e ternura entre os povos para onde são enviados. Oremos.
Calendário litúrgico comboniano
SETEMBRO
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9 |
S. Pedro Claver, sacerdote, Padroeiro do Instituto |
Solenidade |
OUTUBRO
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1 |
Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja, padroeira das missões |
Festa |
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10 |
São Daniel Comboni, bispo, fundador da Família Comboniana |
Solenidade |
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20 |
Beatos Davide Okelo e Gildo Irwa, mártires |
Memória facultativa |
Recorrências significativas
SETEMBRO
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9 |
São Pedro Claver, |
Chade, Colômbia |
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14 |
Exaltação da Santa Cruz |
Festa |
OUTUBRO
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12 |
Nossa Senhora Aparecida |
Brasil |
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16 |
Santa Margarida Maria Alacoque, virgem |
em todo o lado |
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19 |
Santos João de Brébeuf e Isaac Jogues, sacerdotes e companheiros, mártires |
NAP (Estados |
BRASIL
O padre Mossi nomeado capelão da igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros
No domingo, 12 de Julho de 2026, o missionário comboniano togolês padre Mossi Kuami Anoumou assumiu o cargo de capelão da igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, no centro histórico de Salvador, capital do Estado da Bahia.
A confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros, fundada em 1685 e composta principalmente por escravos africanos, passou a fazer parte da Terceira Ordem Franciscana em 1714. No entanto, não dispunham de um local próprio de culto. Por fim, conseguiram obter um terreno no bairro histórico do Pelourinho, onde construíram uma igreja, que só foi concluída em 1823 e recebeu o nome de Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros. Desde então, este edifício sagrado representa um dos locais simbólicos da presença e da memória afro-brasileira: guarda a história, a fé, as tradições e o património cultural da população afro-brasileira. Entre as particularidades que a caracterizam destaca-se o encontro entre a liturgia católica e algumas expressões da cultura afro-brasileira, que se manifestam, entre outras coisas, através da dança e do som do atabaque (um instrumento musical de percussão), num clima de intensa participação comunitária.
O Padre Mossi é o responsável pela pastoral afro-comboniana no Brasil. Para os missionários combonianos, a atribuição da capelania da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros representa mais um passo na consolidação do empenho da província brasileira em favor das comunidades afrodescendentes — um serviço iniciado em Salvador há mais de quarenta anos. Este compromisso constitui um significativo testemunho de confiança por parte da Arquidiocese de Salvador em relação ao trabalho missionário realizado pelos combonianos.
Entre as funções do padre Mossi contam-se a celebração da Eucaristia em honra da Bem-Aventurada Virgem do Rosário e dos outros santos venerados pela confraria, a orientação de retiros espirituais, a administração do sacramento da reconciliação e a promoção da catequese. Tem também a responsabilidade de preservar e valorizar a história, a cultura e a devoção aos santos e santas negros, tais como Santo António de Categeró, Santa Efigénia e São Bento, sem esquecer Santa Bárbara, venerada nas religiões de origem africana de forma sincrética com Lansã, o orixá dos ventos, dos relâmpagos e das tempestades. Espera-se que o padre acolha todos aqueles que desejam adorar Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem qualquer distinção de condição social, pertença étnica ou género. Outra das suas importantes tarefas é acompanhar a confraria para que esta continue a promover iniciativas destinadas à salvaguarda da religiosidade popular, da riqueza cultural brasileira e do património religioso, artístico e histórico da população afro-brasileira.
O padre Mossi espera poder anunciar o Evangelho e ser sua testemunha, com a graça de Deus e o apoio da comunidade comboniana, valorizando a identidade e a cultura afro-brasileira e promovendo o diálogo entre a mensagem evangélica e as realidades sociais, económicas e culturais vividas pela população afrodescendente.
É este, de facto, o objectivo da pastoral afro-brasileira e o sentido da sua presença em Salvador como missionário comboniano empenhado neste âmbito pastoral específico (Missionários Combonianos do Brasil).
Padre Ezequiel Ramin: 41 anos de memória, fé e testemunho
Passaram 41 anos desde o martírio do padre Ezequiel Ramin, mas a sua memória continua a caminhar. Caminha nas ruas, nas comunidades, nas orações e, sobretudo, no coração de tantas pessoas que, ainda hoje, reconhecem na sua vida um testemunho vivo de fé, vocação e empenho pelos mais pobres.
Neste ano de 2026, a comemoração da memória do padre Ezequiel teve início a 19 de Julho com uma pré-peregrinação na comunidade a ele dedicada, em Mirante da Serra, no Estado de Rondónia. Mais de 150 pessoas percorreram quatro quilómetros, acompanhando os seus passos com orações, cânticos e reflexões. No final do percurso, mais de 500 pessoas reuniram-se para celebrar a Eucaristia. A comunidade partilhou depois o almoço com todos os participantes, num gesto simples e significativo de gratidão e fraternidade, tal como nas primeiras comunidades cristãs: «Todos os dias perseveravam juntos no templo e, partindo o pão nas casas, tomavam as refeições com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo» (Act 2,46-47).
De 22 a 24 de Julho, a comemoração prosseguiu nas paróquias da Sagrada Família e de São Judas Tadeu, em Cacoal, Rondónia. Nas diversas comunidades eclesiais de base, foi celebrado um tríduo para recordar a vida e a missão do padre Ezequiel. As comunidades reuniram-se em torno da Palavra e da Eucaristia, memória de Cristo libertador, para recordar um homem que tinha escolhido colocar a sua vida ao serviço do Evangelho e dos mais pobres e abandonados.
O tema da XI Peregrinação «Padre Ezequiel Ramin, testemunha viva da vocação e da missão» acompanhou as celebrações, juntamente com o lema retirado dos Atos dos Apóstolos: «Todos juntos partiam o pão nas suas casas» (cf. At 2,46). Assim, ao recordar Ezequiel, as comunidades recordaram também a sua própria vocação. Rezaram e deram graças a Deus pela sua vida, pelo seu testemunho e por aquela missão que, 41 anos depois, continua a interpelar e a suscitar empenho.
Um momento particularmente intenso foi a celebração eucarística na véspera da peregrinação, na igreja paroquial da Sagrada Família. Cerca de mil pessoas reuniram-se para celebrar a fé e fazer memória do missionário comboniano. Com elas estavam o bispo da diocese de Ji-Paraná, Dom Norberto Foerster, três sacerdotes combonianos, três sacerdotes diocesanos e um diácono permanente da área missionária do Baixo Madeira, na arquidiocese de Porto Velho.
Chegou então o dia da peregrinação. A 26 de Julho, em Rondonlândia, no Estado do Mato Grosso, mais de dois mil peregrinos puseram-se a caminho por cerca de três quilómetros, num percurso de fé e esperança que conduz até à capela construída junto ao local onde Ezequiel Ramin foi assassinado a 24 de Julho de 1985. Tinha apenas 32 anos!
Aquele caminho percorrido em conjunto, 41 anos depois, conta algo mais do que uma mera comemoração. Conta que uma vida oferecida não termina com a morte. Conta que a semente plantada por Ezequiel continua a germinar nas comunidades que caminham juntas, rezam juntas e se empenham pela vida dos mais pobres.
A cerimónia de memória terminou com a celebração da Eucaristia. Em torno do altar reuniu-se um grande número de pessoas provenientes de várias paróquias e dioceses: religiosas, seminaristas, dois diáconos, doze sacerdotes e dois bispos.
Mas a peregrinação não termina aqui. O sonho do padre Ezequiel Ramin continua vivo. Vive nas comunidades que não se resignam à pobreza e à injustiça, nas pessoas que optam por se organizar e defender a dignidade dos mais pobres, naqueles que continuam a acreditar que o Evangelho pode transformar a história. As causas pelas quais Ezequiel deu a vida continuam a ser as causas das comunidades de fé que caminham juntas. E, embora os seus passos tenham cessado há 41 anos, o caminho continua. (Padre Cosmas Musonda, mccj)
RD CONGO
Concerto pela Ecologia Integral em Kinshasa
A 27 de Junho de 2026, o Centro Missionário Laudato Si’, em colaboração com a Comissão Ecológica da comunidade comboniana de Kinshasa e com o coro Afriquespoir, organizou um concerto de louvor a Deus para celebrar o empenho de todos aqueles que guardam e cuidam da criação.
Através de um rico repertório de canções tradicionais, clássicas e populares, que teve início com o hino do Centro «Senhor, louvamos-Te e adoramos-Te pelas maravilhas que realizas», o concerto recordou que o louvor ao Criador é um dos pilares da ecologia integral. Só reconhecendo Deus como Criador e Senhor do universo é que podemos redescobrir-nos como guardiões responsáveis da casa comum.
Particularmente significativo foi o canto «Po po botiaki ntembe? («Porque é que não acreditaram em nós?») do falecido padre Jean-Pierre Makamba, que denuncia as causas da crise ambiental e social: a exploração indiscriminada dos recursos, a desflorestação, a poluição dos rios, a ganância de quem se apropria dos bens comuns e um modelo de desenvolvimento que antepõe o lucro ao bem das pessoas e da criação.
A reflexão foi enriquecida por vários testemunhos de empenho concreto. Jovens do Movimento Laudato Si’ apresentaram iniciativas para a recolha selectiva de resíduos e a redução do uso de plástico. A Comissão Ecológica da comunidade comboniana apresentou projectos de reciclagem e reutilização de pneus e outros materiais. Foram ainda apresentados exemplos de produção de cosméticos biológicos, de valorização de produtos naturais, de combate à desflorestação e o projecto «Um jovem – uma árvore», destinado a tornar a cidade de Kinshasa mais verde.
Os testemunhos mostraram como o cuidado com a criação passa por pequenos gestos quotidianos e iniciativas capazes de envolver toda a comunidade. O dia terminou com um brinde à amizade, que marcou o encontro para as próximas reuniões e iniciativas futuras do Centro Missionário Laudato Si’, no espírito de um estilo de vida cada vez mais respeitador da natureza e baseado na fraternidade (Padre Fernando Zolli, mccj).
PROVÍNCIA DE LÍNGUA ALEMÃ
Exposição regional de flores e plantas em Ellwangen – O prazer da mudança
Passaram-se sete anos desde a atribuição do projecto até à conclusão das obras, antes de a Exposição Regional de Floricultura poder ser inaugurada a 24 de Abril de 2026. Foram sete anos de planeamento, desenvolvimento e trabalho intenso até que tudo estivesse pronto. Uma exposição de flores e plantas significa muitas flores e plantas, mas também muita criatividade. Neste caso, foram plantadas 60 000 plantas, arbustos e árvores, na sua maioria autóctones. A exposição permanecerá aberta até 4 de Outubro deste ano.
Para quem não sabe, o Jagst é o pequeno rio que, durante muitos anos, separou vários bairros do centro de Ellwangen. Provavelmente foi precisamente desta particularidade geográfica que surgiu o nome oficial da cidade, Ellwangen an der Jagst, ou seja, «Ellwangen no Jagst».
O rio Jagst já não separa, mas, a partir de agora, une. «A mudança é possível» é um segundo slogan verdadeiramente acertado! Para que tudo corresse da melhor forma, mais de 1000 voluntários desempenharam — e continuam a desempenhar — tarefas importantes. Nos primeiros três dias, cerca de 23 000 pessoas visitaram a Exposição: um número quase igual ao dos habitantes da cidade! A biodiversidade do rio Jagst foi valorizada, mas também a cidade beneficiou das novas oportunidades oferecidas por este pequeno curso de água.
Há, no entanto, outro aspeto interessante: a Exposição acolhe um «jardim da Igreja», gerido de forma ecuménica. Também aqui decorrem eventos significativos e envolventes dedicados à vida, à fé e à Igreja, tudo sob o lema «Sejas bem-vindo!». É impressionante ver como cristãos evangélicos, católicos, neo-apostólicos e evangélicos-metodistas colaboram lado a lado. A filiação confessional nunca foi — e continua a não ser — um problema para a Exposição. Prova disso é a presença do bispo diocesano Klaus Krämer (Rottenburg-Estugarda) e do seu homólogo protestante, o bispo regional Ernst-Wilhelm Gohl, da Igreja Evangélica de Württemberg. Ambos presidiram à celebração ecuménica no primeiro domingo da Exposição. No evento participaram cerca de 10 000 fiéis, quase tantos como nas celebrações presididas pelo Papa em Roma.
A casa da nossa comunidade de Ellwangen situa-se precisamente no interior do recinto da Exposição. Colocámos à disposição dos visitantes a antiga capela do seminário como local de descanso e recolhimento. Além disso, quatro dos nossos confrades estão presentes no «jardim da Igreja» como interlocutores para quem desejar uma conversa. Às quartas-feiras, das 10h00 às 12h00, quem quiser pode dirigir-se a um destes «voluntários da escuta». Nós, os quatro membros da comunidade, com os nossos cinco ou seis turnos cada um no «jardim da Igreja», cobrimos quase metade do serviço de presença nos «bancos da escuta».
Hoje, «Ellwangen am Jagst» pode também significar «proximidade com o próximo e com a criação». Não faltam sinais simples, discretos, mas significativos. Também até nós chegam pessoas que, através do encontro e da troca mútua, se tornam uma dádiva umas para as outras — católicos e cristãos de outras Igrejas. As suas preocupações — entre as quais se destacam o desejo de uma Igreja credível e a desilusão com as suas contínuas hesitações — acabam por ter também um efeito encorajador.
Perguntamo-nos o que restará após o encerramento da Exposição, marcado para 4 de Outubro de 2026. Seja como for, em Ellwangen e nos municípios vizinhos, hoje a Exposição é o tema mais importante e mais sentido do Verão. Perante tanta alegria de viver e uma participação tão ampla da população, nós, missionários, devemos sentir cada vez mais a necessidade de ouvir e observar com atenção, procurando compreender o que está realmente a acontecer à nossa volta e o que realmente importa. Assim, também nós poderemos tirar proveito e encorajamento desta experiência e — porque não? — regozijar-nos com ela juntamente com muitos outros (Padre Anton Schneider, mccj).
EGIPTO-SUDÃO
O Cairo – Votos religiosos perpétuos e ordenações diaconais
«A messe é abundante, mas os trabalhadores são poucos!» (Mt 9,37). Com estas palavras de Jesus, três dos nossos escolásticos que concluíram a sua formação teológica em Beirute — Mamadou Cristal, da República Centro-Africana (RCA), Kambale Meschack Kasoro e Kasereka Mwami Charles, ambos da República Democrática do Congo (RD Congo) – convidaram amigos e confrades a partilhar a sua alegria por ocasião da profissão religiosa perpétua e da ordenação diaconal, celebradas respectivamente a 9 e a 10 de Julho.
A celebração dos votos perpétuos, presidida pelo superior provincial do Egipto-Sudão, teve lugar em Cordi Jesu, a igreja construída no terreno que o próprio São Daniel Comboni recebeu para fundar os seus institutos no Cairo. Esteve também presente na celebração o padre Kakule Muvawa Emery-Justin, superior provincial da Província da RD Congo.
A ordenação diaconal, por sua vez, teve lugar na paróquia de Sakakini, frequentada sobretudo pela comunidade de refugiados sudaneses e sul-sudaneses do Cairo, e foi presidida por Mons. Claudio Lurati, vigário apostólico de Alexandria.
Em ambas as celebrações participaram um grande número de jovens, convidados a reconhecer, no percurso dos nossos três jovens confrades, como a Igreja é enriquecida pela variedade de carismas e vocações e como a missão une pessoas provenientes de diferentes povos e nações.
Ambas as liturgias foram celebradas em árabe, inglês e francês. O seu carácter missionário constitui uma característica distintiva das celebrações que nós, missionários combonianos, animamos frequentemente no Cairo e é um testemunho concreto da natureza missionária da Igreja universal. Isto assume um significado ainda mais profundo numa época em que, no Egito, tal como em muitas outras partes do mundo, os refugiados e os estrangeiros têm dificuldade em encontrar o seu devido lugar na sociedade (Padre Diego Dalle Carbonare, mccj).
Cartum – O Comboni College reabre as portas
Quando, a 15 de Abril de 2023, eclodiu a guerra em Cartum, o Comboni College era uma instituição educativa em pleno florescimento. Os alunos matriculados no ensino básico eram 1 055; 827 estudantes frequentavam o ensino secundário e 786 frequentavam os cursos do Colégio de Ciência e Tecnologia.
Em poucas horas, as suas vidas foram viradas do avesso. Os alunos, as suas famílias, os professores e a comunidade comboniana foram obrigados a fugir da capital em busca de segurança, enquanto os combates violentos entre as Forças Armadas do Sudão (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF) devastavam a cidade, destruindo edifícios e infraestruturas e esmagando as esperanças e os sonhos de milhares de pessoas.
Cartum permaneceu sob o controlo das RSF até março de 2025, quando as SAF reconquistaram a cidade, abrindo caminho para o regresso gradual dos residentes e para o início do longo processo de reconstrução.
Quando pudemos regressar ao Comboni College, o cenário que se apresentou aos nossos olhos era desolador: todos os cabos eléctricos do campus tinham sido arrancados; o sistema de abastecimento de água tinha sido destruído; computadores, aparelhos de ar condicionado e equipamentos digitais tinham sido saqueados; as paredes estavam crivadas de buracos de balas e de impactos de artilharia. No pátio, onde gerações de crianças tinham brincado, rido e sonhado, ainda jaziam os corpos dos combatentes das RSF mortos durante a batalha.
No entanto, no meio de tanta devastação, os missionários combonianos perceberam a sorte que tinham tido. Ao contrário de muitos edifícios vizinhos, reduzidos a escombros, incendiados ou gravemente danificados, as principais instalações do Comboni College ainda estavam de pé. Tendo sobrevivido à guerra, poderiam constituir as bases para um novo começo. No sábado, 4 de Julho de 2026, após mais de três anos de encerramento forçado, o Comboni College de Cartum anunciou que o ensino básico e o ensino secundário reabrirão em Setembro para o ano lectivo de 2026–2027, acolhendo novamente os alunos.
A Faculdade de Ciência e Tecnologia, que em Novembro de 2023 se viu obrigada a transferir as suas actividades para Port Sudan, está à procura de financiamento para reabilitar as suas instalações na capital, na esperança de retomar os cursos académicos em 2027.A reabertura do Comboni College em Cartum — uma instituição que, desde a sua fundação em 1929, formou gerações de estudantes sudaneses e sul-sudaneses — representa muito mais do que o reinício das actividades escolares: é um sinal tangível de esperança para os quase seis milhões de habitantes do Estado de Cartum, empenhados em reconstruir a sua cidade, as suas comunidades e o seu futuro (Padre Jorge Naranjo, mccj).
ESPANHA
Assembleia provincial
De 22 a 27 de Junho, cerca de trinta missionários combonianos reuniram-se em Palência para celebrar a Assembleia Provincial anual. O início do encontro foi marcado pela triste notícia do falecimento repentino do irmão Holgado Salvide Arístides, que dedicou a sua vida à missão em Moçambique, no Equador, na Colômbia e em Espanha. Não conseguiu superar as complicações surgidas após uma cirurgia de coração aberto.
A notícia obrigou o superior provincial, o padre Llamazares González Miguel Ángel, e alguns membros da assembleia a regressarem a Madrid para participar no funeral. Apesar da dor, os restantes participantes prosseguiram os trabalhos de acordo com o programa previsto.
O primeiro dia foi dedicado à formação contínua, sobre o tema «A missão hoje em Espanha». O jesuíta Pablo Guerrero Rodríguez conduziu uma reflexão sobre uma ideia que está progressivamente a ganhar terreno nos meios missionários: «Também Espanha é terra de missão».
O segundo dia abordou um dos temas de maior interesse para o Instituto: a reunificação das circunscrições. O padre Pietro Ciuciulla, superior da província da Itália, expôs a visão que orienta este processo. Os grupos de trabalho expressaram os receios e as dúvidas suscitados por este caminho de reconfiguração, que deverá culminar com o capítulo geral de 2028.
Perto do final da assembleia, foi organizada uma pausa para permitir aos participantes conhecer o território de Palência. O grupo deslocou-se a Paredes de Nava, onde visitou a igreja de Santa Eulália, e posteriormente a Becerril de Campos, com uma visita ao Museu de São Pedro.
O último dia foi dedicado aos relatórios. O padre Miguel Ángel apresentou o seu relatório, seguido dos relatórios dos secretariados da missão, da formação e da economia. A assembleia terminou com uma celebração de acção de graças pelo vigésimo quinto aniversário da ordenação sacerdotal de dois missionários, Enrique Bayo e Rafael Armada.
A próxima assembleia provincial terá lugar no final de Junho de 2027 (Padre Gbama Nsusu Boniface, mccj).
Visita do padre Austin à província
De 6 a 19 de Julho de 2026, o padre Radol Austin Odhiambo, conselheiro geral encarregado de acompanhar as províncias combonianas da Europa, visitou oficialmente a província de Espanha, acompanhado pelo padre Llamazares González Miguel Ángel, superior provincial.
A visita, inserida no percurso de discernimento sobre o processo de reconfiguração das províncias europeias, teve como objectivo ouvir as comunidades, conhecer directamente a sua realidade e estabelecer um diálogo fraterno com os confrades.
Após o primeiro encontro, realizado a 7 de Julho em Madrid, o padre Austin visitou as comunidades de Moncada, Barcelona, Palência e Palas de Rei, encontrando-se com os confrades e partilhando com eles reflexões sobre a vida do Instituto, a missão e as perspectivas futuras da presença comboniana na Europa. Teve oportunidade de apreciar o empenho das comunidades de Madrid, Barcelona e Palas de Rei na animação missionária e na colaboração com as Igrejas locais, bem como o precioso testemunho de fidelidade oferecido pelas comunidades de Moncada e Palência, que acolhem principalmente confrades idosos e doentes. Não visitou, contudo, as duas comunidades de Granada, com as quais já se tinha encontrado em Dezembro de 2025.
A visita do padre Austin às comunidades foi um momento de encorajamento e de estímulo para viver com alegria e num espírito de fraternidade o dom da vocação missionária no contexto europeu, na consciência de que a missão não conhece fronteiras nem de espaço nem de tempo, e que o apelo a viver a vocação missionária é para sempre, independentemente da idade e em qualquer lugar, mesmo nesta Europa que é «terra de missão».
No final da sua estadia, o padre Radol expressou profunda gratidão pela acolhida recebida e encorajou todos a prosseguirem com confiança o caminho de renovação: «Encorajo-vos a continuar este caminho com confiança e esperança». Referindo-se ao processo de reconfiguração das províncias europeias, recordou que, «se soubermos confiar no Senhor, também este processo poderá tornar-se uma oportunidade de crescimento, de comunhão e de renovado ímpeto missionário» (Padre Miguel Ángel, mccj).
Um acampamento de Verão para crescer
De 19 a 26 de Julho, em Huétor Santillán (Granada), decorreu o acampamento de verão organizado pela revista infantil Aguiluchos. Foram 47 participantes, entre os quais 28 crianças, 14 animadores e dois pré-animadores, além de missionários combonianos e cozinheiros.
Foi uma semana de convivência, formação, oração e diversão, vivida como um verdadeiro percurso de crescimento humano e cristão. Cada dia foi dedicado a um tema diferente — desde o autoconhecimento à compreensão do mundo que nos rodeia, da pobreza e humildade ao amor — através de actividades concebidas para promover o crescimento integral das crianças.
Um momento especial foi a final do Campeonato do Mundo da FIFA 2026, assistida em conjunto num ecrã gigante. A vitória da Espanha sobre a Argentina trouxe uma grande alegria e contribuiu para criar um clima de festa, reforçando ainda mais os laços entre os participantes.
Para os animadores, um acampamento Aguiluchos é muito mais do que um simples acampamento de Verão. Eva Tobalina define-o como «um lugar seguro e uma segunda família», onde as crianças aprendem valores humanos e os temas da missão. Para Ignacio García Navarrete, que colabora connosco há 16 anos, um acampamento Aguiluchos é um lugar onde «se vivem os valores da missão, da fraternidade e do serviço de forma amigável e alegre».
Também para o jovem Alberto Rojas, que se tornou animador depois de ter participado em acampamentos anteriores como pré-animador, o acampamento representa uma nova etapa de crescimento: «Não se deixa de ser criança quando se torna animador; simplesmente começa uma nova etapa para continuar a aprender e a crescer». O aluno comboniano Jonathan Rodríguez, no seu segundo acampamento, precisou: «Partilhar estes dias com as crianças e acompanhá-las nos momentos de convivência, oração e diversão foi uma experiência profundamente enriquecedora. Parto com o coração cheio de alegria e gratidão»
O acampamento terminou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo padre Zoé Musaka. Entre cansaço, alegria e lágrimas na hora das despedidas, todos regressaram a casa com a consciência de que a experiência continua ao longo do ano. E as crianças, com a sua espontaneidade, já fizeram a pergunta mais bonita: «Quanto tempo falta para o próximo acampamento?» (Padre Justus Oseko, mccj).
ETIÓPIA
Exercícios espirituais anuais
Como todos os anos, os membros da família comboniana que trabalham na Etiópia reuniram-se para viverem juntos um tempo de renovação espiritual. Os exercícios espirituais anuais decorreram de 24 a 31 de Julho no Galilee Centre de Bishoftu, casa de retiro da Companhia de Jesus.
Este ano, o encontro foi organizado pelas irmãs missionárias combonianas e orientado pelo padre Raymond Manyanga, jesuíta originário da Tanzânia. Participaram 12 combonianas, 11 combonianos e seis Servas da Igreja, uma congregação religiosa local fundada pelo bispo comboniano Armido Gasparini no vicariato de Hawassa.
O tema escolhido para o retiro foi ‘Fidelidade criativa’, um convite a redescobrir e reavivar o carisma missionário deixado por São Daniel Comboni. Apesar de pertencer à Companhia de Jesus, o padre Raymond sublinhou algumas características da família comboniana, entre as quais a vida comunitária e a atenção especial à missão nos contextos mais difíceis.
Desde o início, o pregador convidou os participantes a identificarem uma intenção para este tempo privilegiado de encontro com o Senhor, deixando-se guiar pela pergunta que Jesus dirigiu ao cego Bartimeu no Evangelho de Marcos: «O que queres que eu faça por ti?» (Mc 10,51).
Partindo desta pergunta, as meditações acompanharam os participantes num percurso sobre a vida de oração, considerada como um caminho para adquirir uma maior consciência da própria identidade, reconhecer os dons recebidos e redescobrir o valor da oração comunitária.
Ao longo dos exercícios, foram também abordados outros temas importantes para a vida consagrada e missionária: a unidade na diversidade, o significado dos votos religiosos e a importância de apoiar com a oração o serviço pastoral específico confiado a cada membro pelos superiores. A última meditação foi dedicada à figura do apóstolo Pedro, tal como surge nos Evangelhos.
O retiro decorreu num ambiente sereno e propício à oração, oferecendo a todos os participantes a oportunidade de renovar a sua relação com Deus e de regressar ao essencial da vocação missionária.
O tempo dos exercícios foi também enriquecido pela celebração da memória do Beato Giuseppe Ambrosoli, missionário comboniano, e, no último dia, pela memória de Santo Inácio de Loyola.
No final do retiro, ficou no coração dos participantes um sentimento de gratidão por este tempo precioso de escuta, oração e fraternidade. Uma experiência a viver, como recordou o padre Raymond, na perspectiva de uma “fidelidade criativa” ao carisma recebido e à missão (Padre Hippolyte Apedovi, mccj).
ITÁLIA
A província adere à Plataforma de Iniciativas Laudato Si’
A 24 de Maio, no 11.º aniversário da encíclica Laudato Si’, a nossa província formalizou a sua adesão à Plataforma de Iniciativas Laudato Si’. Em fidelidade às decisões do último Capítulo Geral, a província tomou esta decisão consciente de que o empenho pela justiça social e o empenho pela justiça ambiental são hoje inseparáveis, num contexto de grave crise que afecta sobretudo os mais pobres. Criaturas humanas e não humanas levantam juntas a voz, sentindo-se muito distantes da promessa de uma vida plena que está no coração do Criador.
O Capítulo de 2022 optou por responder aos desafios da actual mudança de época à luz da Palavra de Deus e de acordo com o eixo fundamental da ecologia integral, que interliga as dimensões pastoral, litúrgica, formativa, social, económica, política e ambiental. Mais precisamente, comprometeu o Instituto a «aderir à Plataforma de iniciativas Laudato Si’, promovida pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, aos vários níveis (comunidades, circunscrições, Instituto)» (AC ’22, 30.1), em colaboração operacional com o Movimento Laudato Si’. Trata-se, na prática, de um percurso personalizado de empenho e conversão que cada instituição ou grupo assume segundo as suas próprias modalidades, para caminhar rumo à sustentabilidade no espírito da encíclica Laudato si’. Para além das comunidades religiosas, participam famílias, paróquias e dioceses, instituições educativas, grupos e movimentos.
A província italiana elaborou há algum tempo o Vademecum Laudato Si’, para orientar a vida missionária à luz desta necessária conversão. O documento oferece o quadro de referência magisterial para este compromisso e apresenta percursos concretos em cinco áreas: a gestão dos alimentos, dos resíduos, da mobilidade, das relações e dos estilos de vida, bem como da economia e dos serviços públicos. Será precisamente este Vademecum o ponto de referência do nosso empenho na Plataforma: através dele, poderemos partilhar as reflexões amadurecidas, os passos em frente que conseguirmos dar e a capacidade de envolver outras pessoas e grupos.
Após a adesão da província à Plataforma, o passo seguinte será o das comunidades combonianas individuais presentes em Itália. É, de facto, nos territórios onde vivemos que podemos testemunhar de forma mais concreta, no tecido das nossas relações, a inspiração da ecologia integral. A Comissão de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC) da província coloca-se à disposição das comunidades que desejem enveredar por este caminho, oferecendo orientações, sugestões e propostas. Como nos recordou o Papa Francisco, «a par da importância dos pequenos gestos quotidianos, o amor social impele-nos a pensar em grandes estratégias que travem eficazmente a degradação ambiental e incentivem uma cultura do cuidado que impregne toda a sociedade» (Laudato si’, 231) (Padre Dario Bossi, mccj).
Apelo ao empenho pela paz no Sudão – Iniciativas sugeridas
A 7 de Julho de 2026, os superiores das províncias combonianas de Itália e do Egipto-Sudão, através de uma carta aberta, convidaram os confrades de Itália a unirem-se no empenho missionário pela paz no Sudão, mediante a divulgação de conteúdos sobre o tema e um dia de jejum e oração marcado para 28 de Julho. Eis o texto da carta.
Caros confrades combonianos da província italiana,
escrevemos-vos esta carta, assinada pelos superiores provinciais de Itália e do Egipto-Sudão, para chamar a atenção para o momento extremamente grave em que se encontra a terra mais amada por São Daniel Comboni.
Gostaríamos de recordar a precariedade e a violência que ameaçam o povo sudanês e, em seguida, partilhar algumas iniciativas que estamos a levar a cabo graças a um grupo de trabalho interprovincial, que envolve também diversas organizações católicas e da sociedade civil. Por fim, gostaríamos de vos fazer uma proposta para nos empenharmos como comunidades combonianas nos nossos territórios.
A grave situação actual no Sudão
Como sabemos, o conflito no Sudão, iniciado em Abril de 2023 entre as Forças Armadas do Sudão (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), provocou uma das mais graves crises humanitárias do mundo. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham sido mortas, mais de 14 milhões tenham sido forçadas a abandonar as suas casas e mais de metade da população necessite hoje de assistência humanitária.
O receio de novos massacres em massa torna-se cada vez mais concreto no Norte e no Sul do Kordofão, onde as RSF prosseguem com os seus cercos e parecem preparar-se para lançar um ataque contra a cidade de El Obeid. Pode repetir-se uma tragédia com crimes contra a humanidade semelhantes aos perpetrados em El Fasher entre Maio de 2024 e Outubro de 2025, denunciados num relatório recente da Amnistia Internacional. As agências humanitárias alertam que em El Obeid já se regista um estado de emergência devido à grave escassez de alimentos, à falta de água potável e ao risco de epidemias de cólera.
Também o Vaticano manifestou a sua preocupação, no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, quanto à iminência de uma nova tragédia.
A revista Nigrizia está a acompanhar atentamente a evolução da situação, em diálogo constante com os missionários combonianos e com outras testemunhas no Sudão.
Iniciativas em curso em Itália
Há mais de dois anos que cerca de vinte associações da sociedade civil italiana e sudanesa [ACLI, Amnistia Internacional Itália, ANPI, AOI (Associação das ONG Italianas), ARCI, Baobab Experience, Caritas Italiana, CIPAX, Comité Internacional para a Paz no Sudão, Comunidade de Sant’Egidio, Comunidade sudanesa em Itália, Economia Desarmada – Movimento dos Focolares de Itália, Emergency, FOCSIV, Fundação Nigrizia, Médicos Sem Fronteiras, Missionários Combonianos em Itália, Rede Italiana para a Paz e o Desarmamento, Un Ponte Per] têm vindo a tentar sensibilizar a opinião pública para a grave crise humanitária no Sudão, com intervenções também no Parlamento italiano e no Parlamento Europeu. No final de 2025, foram publicados dois comunicados oficiais: o primeiro, em Outubro, para solicitar uma intervenção urgente do Governo italiano com o objectivo de abrir corredores humanitários em El Fasher; o segundo, em Dezembro, para solicitar a interrupção da cooperação militar do Governo italiano com os Emirados Árabes Unidos, que, por sua vez, fornecem armas às RSF.
Um seminário de estudo, realizado em Junho de 2026 na nossa casa geral em Roma, aprofundou as ligações entre o tráfico de ouro sudanês e a guerra, revelando mais uma vez a grave cumplicidade dos Emirados Árabes Unidos. Sobre este tema, realizar-se-á em Roma, a 28 de Julho, uma conferência de imprensa.
Propostas para as comunidades combonianas
Numa altura particularmente grave e delicada, convidamos os confrades da província italiana a unirem-se no empenho pela paz no Sudão:
● propõem debates nas vossas comunidades e nos vossos territórios e divulguem as notícias que estamos a publicar frequentemente sobre o tema;
● unamo-nos também às comunidades cristãs com quem partilhamos a fé e o caminho, num dia de jejum e oração a coincidir com a conferência de imprensa de 28 de Julho: que assim ressoe a preocupação e o empenho missionário de tantas pessoas pela paz.
Confiemos no Deus da Paz, em Maria, Mãe da Reconciliação, e na intercessão de São Daniel Comboni, para que se abram caminhos para a resolução do conflito na terra sudanesa tão martirizada.
Verona e Cartum, 7 de julho de 2026
Padre Pietro Ciuciulla, provincial da Itália
Padre Diego Dalle Carbonare, provincial do Egipto-Sudão
MALAWI-ZÂMBIA
Chama – Votos perpétuos do irmão Pedrito
A 21 de Junho de 2026, na paróquia de São Daniel Comboni, em Chama, na Zâmbia Oriental, realizou-se a profissão religiosa perpétua do irmão Pedrito Mário. A celebração eucarística, presidida pelo superior provincial, padre Andrew Bwalya, reuniu confrades, paroquianos, familiares e amigos num clima de grande alegria e participação.
Na homilia, o padre Andrew recordou as palavras de Jesus «Não tenhais medo», exortando o irmão Pedrito a viver a sua vocação com coragem, fé e perseverança, confiando sempre na providência de Deus, mesmo nos momentos de dificuldade.
Natural de Netia, no norte de Moçambique, o irmão Pedrito emitiu os primeiros votos em 2017, formou-se durante quatro anos em Nairobi (Quénia) e foi enviado, em 2022, para a Província do Maláui-Zâmbia. Actualmente, presta serviço na missão de Chama, onde é responsável pela exploração agrícola e coordena as actividades de pastoral social, contribuindo tanto para o desenvolvimento da comunidade como para a acção evangelizadora. A sua profissão perpétua representa um momento significativo de agradecimento e de esperança para a Igreja e para a Família Comboniana.
MÉXICO
Exercícios espirituais e assembleia provincial
De 27 a 31 de Julho, cerca de vinte confrades participaram nos exercícios espirituais anuais, pregados pelo padre Rodríguez Gonzáles Juan Martín, superior provincial do Equador. Com uma linguagem simples e fraterna, partilhando a sua experiência espiritual e missionária, o padre Juan Martín convidou os presentes a recordar a nossa história e a regressar às origens do chamamento recebido do Senhor, para viver, a partir daí, em acção de graças e disponibilidade, aquilo a que Deus nos chama a ser hoje.
Foram cinco dias intensos, durante os quais o ambiente, o belíssimo cenário natural da casa e o acolhimento caloroso da comunidade anfitriã ajudaram a colocar-nos na presença de Deus, para recuperar forças e continuar o caminho no seguimento de Cristo segundo o carisma comboniano.
Assembleia provincial
Após um fim de semana de descanso, no dia 4 de Agosto teve início a assembleia provincial, com a presença de um bom número de padres e irmãos.
Os dois primeiros dias foram dedicados ao tema da unificação da província do México com a da América Central (PCA). Estiveram também presentes o padre Jorge Elías Ochoa Gracián Jorge, superior provincial da Província da América do Norte, e o padre Sánchez González Enrique, provincial da PCA.
Preciosa foi a ajuda prestada pela Dra. Ana Lilia Vera Perdono, que apresentou uma comunicação sobre o tema da globalização em relação ao nosso processo de reunificação. A globalização transforma-nos e convida-nos a falar sobre o que nos une. Partindo da sua intervenção e da realidade que vivemos, dedicámos algum tempo à reflexão pessoal e em grupo. Foi uma reflexão muito enriquecedora, que nos ajudará a viver este processo com confiança e esperança.
O processo terá um momento importante de 18 a 27 de Setembro, quando o padre Luigi Codianni e o padre David Costa Domingues, vigário-geral, se reunirão na Cidade do México com as comissões criadas no México e na América Central para a reorganização da região.
O terceiro e último dia da assembleia, a 6 de Agosto, foi dedicado aos relatórios dos vários secretariados e do conselho provincial, com o objectivo de avaliar o percurso percorrido este ano e planear o do próximo ano.
Não faltaram momentos de lazer, desporto e convívio, que contribuíram para criar um ambiente alegre e fraterno durante toda a assembleia.
PERU
Retiro provincial – «Com o coração em Caná»
Durante os seis dias de exercícios espirituais (20 a 25 de Julho de 2026), realizados na casa provincial de Monterrico, em Lima (Peru), o silêncio, a reflexão e a escuta foram os nossos fiéis companheiros. Éramos 36, entre irmãos, sacerdotes e escolásticos, guiados pelo pregador, o padre Bautista Lucas Erasmo Norberto, comboniano mexicano.
Os participantes viveram uma intensa experiência de comunhão com Jesus Cristo. Cada dia foi marcado por três momentos de encontro com Deus e de santificação: as Laudes pela manhã, a celebração eucarística ao meio-dia e a adoração do Santíssimo pela tarde. Estes três momentos marcantes constituíram o enquadramento espiritual para aprofundar o tema escolhido: «Com o coração em Caná».
O pregador guiou os participantes numa revisão, versículo a versículo, do relato das bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde Jesus deu início aos seus «sinais» e «manifestou a sua glória» (v. 11).
As reflexões partilhadas revelaram a riqueza espiritual deste texto, com especial atenção à forma de viver a missão a partir do Coração de Cristo, que nos impele a acreditar, amar, esperar e anunciar.
Ao relacionar este trecho do Evangelho de João com a espiritualidade de São Daniel Comboni, o padre Erasmo destacou como o nosso fundador compreendeu que a missão só pode brotar de um coração profundamente unido a Cristo e afectivamente próximo das pessoas.
O missionário é, portanto, chamado a construir o bem e a zelar pela humanidade que Deus lhe confiou, seguindo o exemplo de Jesus, que se faz presente na vida concreta das pessoas.
Na prática, os ensinamentos destes exercícios espirituais sintetizaram-se em três atitudes essenciais para o comboniano de hoje: saber estar presente — com proximidade ao povo — como Jesus nas bodas de Caná; aprender a olhar para a realidade com atenção e compaixão, como Maria, que soube perceber a necessidade do povo; e obedecer às palavras de Jesus com confiança, como os servos que encheram as jarras de água. No final, o padre Bautista convidou a fazer ressoar no coração de cada missionário a mensagem de Caná, que consiste em transformar as adversidades da vida num lugar acolhedor e as fragilidades humanas em esperança (Esc. Latoundji Affolabi Olouwatogni Magister François).
Economia sustentável – Comunhão de bens e missão comboniana
De 29 de Julho a 1 de Agosto, o escolasticado internacional de Lima acolheu um curso de formação sobre economia sustentável, dirigido em particular aos escolásticos e aos ecónomos da província do Peru. Estiveram presentes 23 participantes.
O Padre Angelo Giorgetti, ecónomo geral, acompanhado pelos padres Gianni Gaiga e Mitchel Sandoval Nelson Edgar, respectivamente ecónomo e procurador provincial e superior provincial do Peru, conduziram as sessões, no âmbito das orientações dadas pelo XIX Capítulo Geral de 2022. O encontro teve como objectivo ilustrar como integrar a comunhão de bens, a transparência e a sustentabilidade na vida missionária. A sustentabilidade é entendida como um equilíbrio entre as dimensões económica, social e ecológica, confiando sempre na Providência que animou São Daniel Comboni. O Instituto é sustentável quando cada membro partilha o que é e o que tem — mesmo que pareça insignificante —, inspirando-se no episódio evangélico da partilha dos pães (Mt 14, 13-21).
As principais orientações para alcançar esta sustentabilidade exigem, por parte de cada missionário, um crescimento evangélico e profissional, uma gestão transparente, um espírito de comunhão de bens, a valorização das pessoas e a participação no Fundo Comum Total (FCT). A nível prático, foram sublinhados compromissos gerais, tais como a elaboração de orçamentos, a procura comunitária de recursos, a animação missionária junto do povo de Deus, a criação de fundos de sustentabilidade e uma contabilidade responsável.
Outro aspecto relevante da formação foi o tema da contabilidade, entendida como «memória económica», capaz de registar e comunicar fielmente os factos financeiros, garantindo a coerência entre a vida missionária e a vida económica.
O FCT foi apresentado como um autêntico instrumento de comunhão. Embora implique o risco de passivos ou de utilização indevida dos bens, é reconhecido como uma oportunidade para viver a pobreza evangélica e a solidariedade. De facto, insistiu-se na prevenção de incoerências e de delitos financeiros através da colegialidade, da honestidade e da prudência.
Por fim, foi sublinhada a importância de concretizar projectos sustentáveis, desde a concepção até à conclusão, tendo em conta as intenções dos doadores que privilegiam iniciativas locais, de carácter duradouro e dirigidas às pessoas mais vulneráveis. Para concluir, o padre Giorgeti afirmou que a sustentabilidade deve ser entendida como um acto de fé e de comunhão de bens que une a transparência económica à missão evangelizadora.
VII Congresso Juvenil Comboniano 2026 – Paixão pela missão e vida em comunhão
De 3 a 7 de Agosto, cerca de 170 jovens das nossas paróquias reuniram-se na cidade de Trujillo, na nossa paróquia «Senhor dos Milagres», para viver o VII Congresso Juvenil Comboniano 2026, com o lema «Juventude comboniana: paixão pela missão e vida em comunhão», que se revelou uma verdadeira experiência de fé, formação, cultura, alegria e missão.
Os jovens foram acolhidos pelas famílias das comunidades pastorais de Trujillo, vivendo assim uma experiência concreta de fraternidade e comunhão.
Durante os cinco dias, os participantes reflectiram sobre diversos aspectos da sua vida e da sua vocação:
Primeiro dia – «Jovem, quem és tu?» – Foram convidados a reconhecer a sua identidade, a valorizar a juventude e a aprender com Maria a dizer «sim» a Deus, vivendo a fé com autenticidade e coragem.
Segundo dia – «Jovem, o que te diz Jesus hoje?» – Aprofundou-se a relação pessoal com Jesus e o compromisso de responder ao seu amor através da fé e do serviço. Foi também apresentada a espiritualidade comboniana e o Plano MIES, inspirado no caminho missionário de São Daniel Comboni.
Terceiro dia – Cultura – Os participantes conheceram o património histórico e cultural de Trujillo, visitando Chan Chan, a Huaca Arco-íris e Huanchaco. Partilharam ainda a riqueza cultural das suas regiões através de comida, artesanato, trajes tradicionais, música e danças.
Quarto dia – «Jovem, Deus chama-te» – Reflectiu-se sobre a vocação, sobre os obstáculos que podem impedir os jovens de a descobrir e sobre a importância de construir uma cultura vocacional baseada na vida espiritual, na fraternidade, na solidariedade e na consciência crítica.
Quinto dia – «Enviados em missão» – Foi apresentada a identidade da pastoral juvenil comboniana como uma pastoral espiritual, comunitária, solidária, internacional e sempre em movimento. Os jovens propuseram algumas acções para reforçar a sua pastoral.
A mensagem que fica como síntese de toda a experiência inspira-se em São Daniel Comboni: «Salvar a África com a África», entendida hoje como o desafio de evangelizar os jovens com os jovens, formando discípulos missionários empenhados com Cristo e com todos aqueles que precisam de esperança.
O Congresso terminou com uma celebração eucarística e com o anúncio de que o próximo encontro terá lugar em Pangoa, na Selva Central do Peru, em 2029.
A experiência deixa aos jovens o desafio de não se limitarem ao que viveram, mas de levarem isso para as suas comunidades e transformá-lo em acções concretas de fé, vocação, comunidade e missão.
Em resumo: o VII Congresso Juvenil Comboniano de 2026 foi uma experiência que ajudou os jovens a descobrir a sua identidade, a encontrar Jesus, a valorizar a comunhão, a discernir a sua vocação e a assumir o compromisso de serem jovens missionários ao serviço da Igreja e do próximo (Amelit Galván, delegada da paróquia de Pangoa).
PORTUGAL
50 anos de sacerdócio do padre Manuel Augusto Ferreira
A paróquia de Arcozelo das Maias celebrou, a 18 de Julho, os 50 anos de sacerdócio do padre Manuel Augusto, numa celebração vivida como um momento de acção de graças, memória e carinho por parte de uma comunidade que o considera um dos seus filhos predilectos.
A celebração eucarística, presidida pelo bispo de Viseu, D. António Luciano, e concelebrada por numerosos sacerdotes combonianos e diocesanos, reuniu familiares, amigos e membros da comunidade. Foi precisamente em Arcozelo das Maias que o padre Manuel Augusto nasceu, foi baptizado e amadureceu a sua vocação sacerdotal e missionária. Aqui recebeu a ordenação e, ao longo dos anos, celebrou outras etapas significativas do seu ministério.
Ao longo de cinco décadas de sacerdócio, o padre Manuel viveu uma intensa experiência missionária, colocando também ao serviço da Igreja o dom especial da comunicação. Como jornalista, através de artigos, reportagens e testemunhos, procurou criar pontes entre povos e culturas, dando voz às realidades missionárias e ajudando muitos a conhecer a beleza do Evangelho e da missão ad gentes.
Entre as numerosas funções que desempenhou, destaca-se a de superior geral dos missionários combonianos, serviço que o levou a conhecer comunidades e missionários de vários continentes e a acompanhar a vida do Instituto no seu empenho missionário. Foram anos de viagens, encontros e decisões, vividos em contacto com os desafios da evangelização e com as realidades dos mais pobres e vulneráveis.
A celebração do 50.º aniversário de sacerdócio foi, assim, muito mais do que uma comemoração pessoal: foi uma ocasião para agradecer a Deus por uma vida dedicada à missão e para reconhecer o profundo vínculo do padre Manuel com a sua comunidade de origem. No final da celebração, Arcozelo das Maias renovou-lhe o seu carinho e a promessa de oração, desejando-lhe que continuasse com alegria o seu caminho sacerdotal e missionário. A festa prosseguiu com um jantar comunitário, marcado pela fraternidade, pelas recordações e pela partilha, acompanhado pela projecção de um vídeo com alguns momentos do longo percurso missionário do padre Manuel (Abel Dias).
SUDÃO DO SUL
Primeiro sacerdote comboniano da diocese de Rumbek
O diácono Gum Santino Mawan Guor, primeiro missionário comboniano originário da diocese de Rumbek, foi ordenado sacerdote a 16 de Agosto. Mons. Christian Carlassare, bispo de Bentiu e administrador apostólico de Rumbek, conferiu-lhe a ordenação na Catedral da Sagrada Família, numa celebração marcada por grande alegria.
Uma multidão numerosa participou na festiva Eucaristia, juntamente com mais de dez combonianos, entre sacerdotes e irmãos, e membros de outras congregações religiosas presentes na diocese. Na mesma celebração, Mons. Carlassare ordenou dois sacerdotes e um diácono locais.
«Não construam barreiras em torno do vosso sacerdócio. São ordenados pelo povo e para o povo. O vosso sacerdócio deve ter um rosto humano», exortou o bispo durante a homilia.
A ordenação do padre Santino marca um marco histórico: natural da paróquia de Romic, é o primeiro dinka da diocese de Rumbek a tornar-se comboniano, destinado a servir para além das fronteiras do Sudão do Sul: iniciará o seu primeiro ministério missionário no Chade.
O padre Santino não conseguiu esconder a sua emoção: «Hoje é um dia de imensa alegria para mim. Sou o primeiro padre comboniano e em breve irei anunciar o Evangelho noutro país. Este facto entusiasma-me muito. E estou certo de que toda a comunidade da diocese de Rumbek partilha esta minha alegria».
Com estas três novas ordenações, a diocese conta hoje com 14 sacerdotes e um diácono diocesanos. O padre Santino, de 36 anos, concluiu a formação teológica na África do Sul e desempenhou o serviço missionário no seu país de origem (Padre Majambo Lutumba Placide, mccj).
TOGO-GANA-BENIM
Lomé – Seis novas profissões perpétuas
«A nossa vida está nas mãos de Deus. Que Ele faça de nós o que quiser: entregámo-la a Ele de forma irrevogável. Seja Ele abençoado» (Escritos, 434). Estas palavras de São Daniel Comboni ecoaram na mente de muitos dos presentes na nossa sede provincial de Lomé, a 11 de julho de 2026, quando seis dos nossos escolásticos emitiram a profissão perpétua, consagrando toda a sua vida à missão ad gentes.
Eis os seus nomes: Kpogo Komi Jules Ametefe Aimé, Amado Komlan Gademon Prosper e Davon Kossigan Sylvestre (todos os três togoleses), Aguiar Vignon Michel (beninês), Dzikunu Winfred Etse (ganês) e Andrew Twesigwe (ugandês).
Estavam presentes na capela cerca de trinta confrades provenientes de quase todas as comunidades da província, os familiares dos novos professos, numerosos fiéis e muitos amigos da missão. A celebração eucarística foi presidida pelo padre Katsan Fodagni Kokouvi (Fidèle), superior provincial, que recebeu os votos em nome do superior geral, padre Luigi Cordianni.
A animação litúrgica, a cargo da federação de coros da comunidade cristã de Cacaveli, conferiu à celebração uma profunda intensidade espiritual e uma alegria contagiante, expressando a acção de graças de todos os presentes pelo dom de seis novas vidas inteiramente oferecidas a Deus para a missão. Na sua homilia, o padre Katsan aprofundou o significado da profissão religiosa à luz da Palavra de Deus, da nossa Regra de Vida e da espiritualidade de São Daniel Comboni. Afirmou: «Os votos de castidade, pobreza e obediência, antes mesmo de serem renúncias, são uma forma de participar plenamente na vida de Jesus, uma “profecia e antecipação” do Reino de Deus, uma consagração que configura quem os profere a Cristo, o primeiro missionário do Pai. [...] Estas seis profissões perpétuas constituem um novo capítulo na concretização do sonho missionário de São Daniel Comboni, que dedicou toda a sua vida à evangelização dos povos mais abandonados. Seguindo as pegadas de Cristo e do Fundador, que fez da missão a razão da sua própria existência e para quem a missão consistia em «fazer causa comum» com os povos que nos são confiados (cf. Escritos, 3159), estes seis jovens escolheram partilhar o destino dos povos para os quais serão enviados, em particular dos mais pobres, dos mais esquecidos e daqueles que ainda não receberam o anúncio do Evangelho».
Um momento particularmente comovente foi o gesto realizado no final da Eucaristia pelo superior provincial e pelo padre Sandro Cadei, probus vir: aproximando-se dos pais dos novos professos, abraçaram-nos fraternalmente, expressando-lhes a gratidão de todo o Instituto pela generosa doação dos seus filhos à missão. «Ao acolherem, acompanharem e apoiarem o chamamento dos vossos filhos, tornaram-se autênticos colaboradores da missão universal da Igreja», disseram-lhes.
À celebração seguiu-se a festa, vivida num clima de alegre fraternidade.
OREMOS PELOS NOSSOS FALECIDOS
O PAI: Jorge, do padre Filipe Miguel Oliveira Resende (E); António Manuel, do irmão Paulo Manuel Félix Ferreira (P/RSA); Kodjo Joachin, do padre Babley Kombla Djibodi (Daniel) (T/KE)
A MÃE: Ayelech Bitito, do padre Endrias Shamena Keriba (ETH/RSA); Maria Tina, do padre Recalde Randito Tina (RP/A); Maria Isabel, do irmão José Manuel Salvador Duarte (P)
OS IRMÃOS: Fausto, filho de Raffaele Cefalo (†); Renzo, filho de Giovanni Fantin (†); Eklu Raphael, filho do irmão Adigbo Komlan Cyprien (TG); Aldo, filho de Sisto Agostini (Et) e Armando Agostini (†); Donald Francis, do padre Martin Devenish
A IRMÃ: Rosa, filha do padre Tagliaferri Livio (I); Ir. Petronilla (nome de batismo: Giovanna), do padre Egidio Ferracin (†)
AS IRMÃS COMBONIANAS: Ir. Pisanu Anna Efisia (I); Ir. Ambrosi M. Faustina (I); Ir. Battistella M. Lucia (I)