In Pace Christi

Ciapetti Elia

Ciapetti Elia
Data de nascimento : 25/02/1931
Local de nascimento : Castegnato/I
Votos temporários : 09/09/1955
Votos perpétuos : 14/01/1959
Data de ordenação : 15/06/1957
Data da morte : 30/09/2019
Local da morte : Castel d'Azzano/I

O P. Elia nasceu em Castegnato, na província de Brescia, a 25 de Fevereiro de 1931. Depois do noviciado em Florença, onde emitiu os primeiros votos a 9 de Setembro de 1955, e o escolasticado em Venegono, foi ordenado sacerdote a 15 de Junho de 1957 e, no ano seguinte, foi mandado para o Sudão do Sul, para Kapoeta, onde permaneceu seis anos como vice-pároco. Em 1964, passou para o Uganda, onde permaneceu até 1979. Depois de dois anos de pausa em Itália, em Thiene, por motivos de saúde, regressou ao Uganda. Em 1994, foi destinado novamente ao Sudão do Sul, por nove anos, e depois ao Quénia, de 2004 até 2015, ano em que regressou definitivamente a Itália, à comunidade de Brescia.

O superior da comunidade escrevia: «O P. Elia deseja permanecer aqui. A mim não me desagrada a sua presença porque é muito flexível e boa companhia. Se melhorar pode dar uma mão no ministério e obter uma ajuda económica. Ou seja, vejo-o bem-disposto e com boas promessas: a sua permanência não me desagradaria». É um bom cartão de parabéns para alguém que chega «achacado» da África aos 84 anos para iniciar uma nova etapa da vida: ser missionário em Itália.

Em Dezembro do mesmo ano, 2015, o P. Elia recebeu um dos Prémios Bulloni para a bondade, precisamente pelo seu empenho em África.

O P. Elia viveu com serenidade e bom espírito o seu regresso da missão e a ancianidade, a fragilidade e a doença, no tempo em que as forças declinam. É um tempo difícil. Para alguns é causa de amargura e de recriminação. Para o P. Elia não foi assim. Apercebendo-se que as forças diminuíam, aceitou regressar a Itália e inserir-se numa comunidade ordinária da Província. Tinha uma avalancha de benfeitores, bem cultivados, com os quais mantinha óptimas relações. Passou-os todos para um confrade um pouco mais novo que ele para que a ajuda à missão pudesse continuar. Isto é sinal de uma grande liberdade interior.

Um dia, encontrei-o no seu quarto em Brescia, animado, estava a partilhar com alguns confrades a experiência feliz dos exercícios espirituais que tinha acabado de fazer em Limone. Era uma fonte incessante, feliz, exuberante: via-se que partilhava uma experiência que o tinha tocado interiormente e partilhava-a de forma entusiasta.

Quando viu que aumentavam a sua fragilidade e a sua necessidade de assistência, aceitou serenamente vir para Castel d’Azzano (Abril de 2019), ambiente mais conforme à sua condição. Inseriu-se bem participando, tanto quanto podia, na vida da comunidade.

No final da vida sofreu muito, mas nunca se queixou. Com a sua serenidade contagiou também o pessoal que o assistia; os familiares e os amigos que vieram visitá-lo nestes últimos meses foram muitos.

Todos sabem que durante a sua longa e laboriosa empresa missionária recebeu muitas ofertas. Mas ele faleceu pobre, deixando a outros os bens da terra. Sabemos que, mesmo em Itália, não obstante a idade avançada e a saúde cada vez mais precária, o P. Elia continuou o seu serviço missionário na constante procura de orações e de fundos para o seu último projecto: a «Girls Hight School Nakwamekwi», uma escola superior feminina.

«Depois dos vinte jardins de infância que construímos ao longo destes anos – explicava – há cerca de 700 meninas que frequentam a primary school, os primeiros oito anos de escola (o nosso ensino básico), e fazem-no em ambientes e com professores sob o estrito controlo dos missionários que lhes fornecem acolhimento, vestuário e alimentação. Agora, o passo seguinte foi a concretização da escola superior para 90 raparigas, para cada um dos quatro anos de escola». Com as ajudas recolhidas, a «Girls Hight School Nakwamekwi» foi concluída e está totalmente operacional.
(P. Renzo Piazza, mccj).